Unir e Resgatar a UNTC-CS entrega manifesto e coloca liberdade sindical e segurança social no centro das reivindicações

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Unir e Resgatar a UNTC-CS entrega manifesto e coloca liberdade sindical e segurança social no centro das reivindicações
14/08/26 - 04:50 pm

Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – A Plataforma Unir e Resgatar a UNTC-CS entregou hoje à ministra da Família, Desenvolvimento Social e Trabalho um manifesto sindical - caderno reivindicativo e coloca liberdade sindical e segurança social no centro das reivindicações.

A Plataforma Unir e Resgatar quer ver reforçadas a liberdade sindical, a participação dos sindicatos na construção das políticas laborais e a gestão dos fundos de segurança social.

Estas foram algumas das principais preocupações apresentadas pela Plataforma durante a entrega de um caderno reivindicativo à ministra da Família, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida.

O documento reúne as principais preocupações, propostas e contribuições dos trabalhadores e das suas organizações representativas para a actual legislatura.

Segundo o presidente da Plataforma, Eliseu Tavares, o caderno não é somente reivindicativo, é um caderno colaborativo, porque faz a junção de várias preocupações que os trabalhadores e os sindicatos têm verificado ao longo desses últimos anos.

Entre as questões colocadas à ministra, Eliseu Tavares frisou que está a reposição dos fundos utilizados durante o período do lay-off.

“Nós na altura aplaudimos a medida, mas pensamos que os fundos devem ser repostos, independentemente de a sustentabilidade do INPS estar a ser posta em causa num futuro muito curto”, acrescentou Eliseu.

O presidente manifestou também preocupação com a forma como os fundos da segurança social são geridos, e que devem ser repostos. E neste sentido considerou-se “satisfeito” por ver que o Governo já tem em análise a possibilidade de separar a gestão tanto dos fundos como das prestações.

“Nós estamos satisfeitos e esperemos que situações como do caso dos leilões que aconteceram e que nós, na altura, denunciamos, não venham a acontecer a bem da instituição”, sustentou.

A Plataforma chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por algumas classes profissionais, nomeadamente ligadas às forças de segurança e de ordem pública, no exercício desse direito.

Eliseu Tavares referiu ainda “situações de assédio e perseguição” que, segundo afirmou, afectam trabalhadores e sindicatos, bem como a existência de organizações sindicais que a Plataforma considera terem sido criadas de forma irregular.

Outra preocupação da Plataforma apresentada à ministra Adélsia Almeida, tem que ver com a questão da liberdade sindical por parte de algumas classes que têm dificuldades em exercer esse direito, porque, segundo ele, são forças de segurança e da ordem pública.

Depois de apresentar à ministra as preocupações, Eliseu Tavares disse que saiu do encontro com uma “avaliação positiva”, pelo que considera que “a reunião foi bastante produtiva” e que várias das matérias apresentadas já fazem parte das preocupações do Governo. 

Entre o mês de Julho e Agosto a ministra da Família, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, já teve alguns encontros com vários sindicatos, nomeadamente o Sindicato da Indústria e Serviços Gerais, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços de Sector das Empresas de Segurança Privadas e Serviços Marítimos e Portuários (Siacsa), o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviço (STCS), bem como da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical, (UNTCS-CS).

JBR/ZS

Inforpress/Fim

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