
Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – A deputada da UCID Zilda Oliveira destacou hoje a necessidade de políticas públicas que vão além de medidas assistencialistas, exigindo resultados concretos na redução da pobreza, inclusão dos jovens e igualdade de oportunidades no país.
Durante a interpelação ao Governo, sobre políticas públicas de família, inclusão social e combate à pobreza em Cabo Verde, feita pelo PAICV, a deputada Zilda Oliveira enfatizou que as políticas públicas devem ser avaliadas não apenas pelas intenções, mas, sobretudo, pelos resultados.
Para a parlamentar, o sucesso das políticas deve ser medido em função das promessas feitas para a presente legislatura, como a eliminação da pobreza extrema, a redução da pobreza absoluta, a diminuição do número de jovens fora da educação, do emprego ou da formação e a promoção da coesão territorial entre municípios e ilhas.
Segundo a UCID, em Cabo Verde, mais de 100 mil pessoas vivem na pobreza e cerca de 41 mil jovens estão fora do sistema educativo e produtivo, ou seja, um em cada quatro jovens do país.
Zilda Oliveira destacou ainda a persistente desigualdade de género no mercado de trabalho, com as mulheres apresentando uma taxa de integração inferior em cerca de 12 pontos percentuais em relação aos homens.
A deputada alertou para o défice habitacional, dificuldades de acesso ao saneamento básico e a exclusão social de muitos agregados familiares que continuam dependentes de programas temporários e assistenciais.
“O país não precisa apenas de programas, mas de políticas integradas que permitam às famílias sair da pobreza de forma sustentável pela via do trabalho”, afirmou.
Zilda Oliveira frisou que as medidas assistencialistas devem ser excepção e não regra, defendendo políticas públicas que reforcem a protecção social das famílias, sobretudo as numerosas, monoparentais ou em situação de maior fragilidade, assim como dos cidadãos afectados por doença, deficiência, desemprego ou velhice.
A UCID reafirmou o seu compromisso com a fiscalização responsável e a proposta de políticas que, efectivamente, reduzam desigualdades sociais e territoriais, garantindo que nenhum cabo-verdiano seja deixado para trás.
CM/HF
Inforpress/Fim
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