Porto Novo, 07 Out (Inforpress) – Operadores turísticos do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, manifestaram-se hoje apreensivos com o problema de água na aldeia turística, no arranque da temporada alta do turismo em Santo Antão.
O porta-voz dos operadores turísticos, João Crisóstomo, disse à Inforpress que a classe está preocupada com a falta de água que condicionam o funcionamento dos vários empreendimentos neste arranque da época alta do turismo em Santo Antão.
“A falta de água continua a afectar o turismo no Tarrafal de Monte Trigo. Nesta época alta do turismo vai ser complicado contornar esse problema, que afecta a actividade turística nesta localidade”, explicou este operador, lembrando que esta preocupação já é do conhecimento do Governo e da autarquia porto-novense.
João Crisóstomo explicou que a quantidade de água disponibilizada aos estabelecimentos hoteleiros no Tarrafal de Monte Trigo pelos serviços municipais está aquém das necessidades, o que tem criado constrangimentos à actividade turística na aldeia.
Exortou a quem as autoridades a ter em atenção o problema de água na localidade, que começou hoje a receber os turistas, assinalando o início da temporada alta do
A Câmara Municipal do Porto Novo reconheceu a escassez de água no Tarrafal de Monte Trigo, uma zona turística, pesqueira e agrícola, e admitiu a possibilidade de se investir na mobilização de água para acompanhar o desenvolvimento económico local.
O vereador responsável pelo pelouro do Abastecimento de Água, Celso Medina, disse, por seu lado, que houve um aumento de unidades turísticas no Tarrafal de Monte Trigo, o que tem criado alguns desafios em termos da gestão da água.
Esclareceu que a água disponível, proveniente de uma nascente, tem que ser repartida para o abastecimento público, agricultura e para o turismo, o que tem gerado alguns conflitos, uma vez que a quantidade não abunda.
Segundo Celso Medina, o aumento da actividade turística no Tarrafal de Monte Trigo, com o surgimento de várias unidades, criou “uma certa pressão” sobre o abastecimento de água.
Por isso, defendeu a necessidade de se pensar na forma de encontrar uma resposta em termos de abastecimento de água para acompanhar este crescimento do turismo.
Este autarca admitiu a necessidade de se pensar na possibilidade de investir na mobilização de água nesta zona, para que se possa acompanhar este incremento.
A dessalinização de água do mar é uma das vias sugeridas pelos operadores turísticos para contornar a situação.
JM/AA
Inforpress/Fim
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