
Cidade da Praia, 20 Jul (Inforpress) – O principal accionista privado da TACV, Vítor Fidalgo, manifestou hoje concordância com a posição do ministro dos Transportes e Mar sobre a situação da companhia aérea e defendeu “uma profunda reestruturação” da empresa.
Vítor Fidalgo considerou “insustentável o actual modelo da companhia” e disse que proposta já é do conhecimento do conselho de administração.
Revelou que apresentou um potencial parceiro europeu para apoiar o relançamento da companhia aérea de bandeira.
Vítor Fidalgo, que detém 6,5 por cento (%) do capital social da TACV, afirmou à Rádio de Cabo Verde (RCV) que a empresa "não pode continuar como está", por considerar que os custos operacionais não são cobertos pelas receitas, situação que tem originado um défice crónico e elevado risco financeiro.
O acionista considerou “normal que o Governo procure soluções para inverter este cenário” e, na sua perspectiva, o ministro dos Transportes e Mar, João do Carmo Brito, apresentou uma “abordagem clara e objetiva ao hierarquizar as alternativas para o futuro da transportadora”.
Na sua análise, a primeira opção deverá passar por uma “reestruturação profunda” da empresa, seguindo-se uma parceria estratégica com investidores, associada à redefinição do modelo de negócio.
"Eu uniria a segunda e a terceira soluções. Uma parceria estratégica enquadrada numa redefinição do modelo de negócio", afirmou.
Vítor Fidalgo revelou ainda que desde Janeiro está em análise uma proposta de parceria que apresentou ao conselho de administração da TACV.
Explicou que identificou um potencial parceiro europeu disposto a trabalhar com a companhia sem exigir garantias do Estado cabo-verdiano, com o objectivo de reforçar a sua presença no mercado internacional da aviação comercial.
"O conselho de administração já tem conhecimento desse parceiro, tem vindo a trabalhar com ele e acredito que estamos perante uma oportunidade óptima para relançar a TACV e fazê-la andar com os seus próprios pés no mercado internacional da aviação comercial", declarou.
Questionado sobre a realização de uma assembleia-geral para apreciar a proposta, o accionista reconheceu que a mudança de Governo, na sequência das eleições legislativas de Maio, aconselha algum tempo para que o novo ministro conheça os dossiês da empresa e avalie as soluções existentes.
Ainda assim, assegurou que os acionistas estão disponíveis para participar numa assembleia-geral "em qualquer momento" e apoiar o plano que vier a ser apresentado pelo conselho de administração.
Segundo Vítor Fidalgo, o parceiro identificado possui uma visão clara do mercado da aviação comercial e já trabalha na estruturação financeira da operação.
Neste modelo, acrescentou, a TACV entraria na parceria com as licenças de que dispõe para operar voos transatlânticos e com os seus recursos humanos especializados.
LC/AA
Inforpress/Fim
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