
Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) - Três pacientes que se encontravam a bordo do cruzeiro MV Hondius foram hoje transportados para os seus países de origem, respectivamente Países Baixos e Reino Unido, numa operação coordenada pelas autoridades cabo-verdianas, com forte dispositivo policial e sanitário.
A operação teve início nas primeiras horas desta quarta-feira, na baía do Porto da Praia, e decorreu sob rigorosas medidas de segurança, conforme previamente anunciado pelas autoridades nacionais.
Os pacientes, todos de sexo masculino, seguiram viagem em dois aviões-ambulância, de matrículas LX-RHC e TC-RSD, respectivamente, preparados para garantir assistência médica especializada durante o transporte.
Uma fonte da Inforpress garantiu que os doentes desembarcaram no cais pelos seus próprios pés, sendo que um deles com auxílio de oxigénio.
De acordo com fontes oficiais, um médico especialista deverá também deslocar-se ao navio para assegurar o acompanhamento clínico dos restantes ocupantes a bordo, enquanto se mantêm os protocolos de vigilância sanitária.
Concluído o processo de evacuação, o cruzeiro Hondius deverá retomar a sua viagem em condições de segurança.
As autoridades garantem que toda a operação foi conduzida com máxima coordenação institucional, envolvendo entidades marítimas, aeroportuárias e de saúde, com vista a assegurar o cumprimento das normas internacionais.
A situação permanece sob controlo, sendo que, até ao momento, não existe qualquer risco para a população em terra. As autoridades sublinham que foram seguidos os protocolos do Regulamento Sanitário Internacional, desde a entrada do navio em águas cabo-verdianas.
A directora nacional de Saúde, Ângela Gomes, citando informações obtidas disse que o surto se deu a bordo do referido cruzeiro.
Os restantes passageiros, sem sintomas, continuam sob o controle de uma equipa médica que assegurará assistência durante a continuidade da viagem, reforçando as condições de segurança a bordo.
Cerca de 150 pessoas continuam retidas no Hondius, que transporta passageiros, na maioria britânicos, americanos e espanhóis, num cruzeiro de luxo que partiu do extremo sul da Argentina no final de Março.
Há um cidadão português entre os tripulantes.
O cruzeiro visitou a península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha – algumas das ilhas mais remotas do planeta.
Como medida de precaução, os passageiros foram instruídos para permanecerem nas respectivas cabines sempre que possível, disse ainda a OMS, acrescentando que o período de incubação pode durar várias semanas, o que significa que algumas pessoas podem ainda não apresentar sintomas.
Hantavirose é uma doença infecciosa aguda e grave, transmitida por roedores (ratos) silvestres.
LC/CP
Inforpress/Fim
Partilhar