
Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) - O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Jorge Cardoso, pediu hoje a realização de uma nova prova nacional de Matemática do 12.º ano a nível nacional, considerando serem insuficientes as explicações apresentadas pelo Ministério da Educação.
Em conferência de imprensa, o sindicato abordou a situação da prova nacional que nos últimos dias tem suscitado alguma preocupação e apresentou várias reivindicações dirigidas ao Governo.
“Solicitamos ao Governo ainda em função que encontre uma solução imediata e uma resposta efectiva na resolução do problema da prova e que seja abrangente a nível nacional”, acrescentou.
Segundo a mesma fonte, esta medida é necessária para eliminar definitivamente o “caus e stress” causados aos alunos e docentes do 12.ºano no final ano lectivo 2025/2026.
Na ocasião, o Sindep aproveitou para exigir igualmente ao Governo ainda em função a publicação e o pagamento dos subsídios pela não redução da carga horaria a mais de mil professores, um compromisso, segundo Jorge Cardoso, assumido pelo ministro da educação Amadeu Cruz, que seria materializado em Abril último.
Reivindicou igualmente a publicação das reduções das componentes lectivas também assumidas no mês de abril passado, bem como o pagamento dos retroativos aos professores que aposentaram durante este ano lectivo.
Relativamente a polémica em torno da prova nacional de Matemática, o sindicalista afirmou que aguardou inicialmente pela reação do Ministério da Educação, mas considerou que as explicações dadas não satisfazem os professores e nem os alunos.
Segundo o presidente do Sindep, o Ministério procura atribuir responsabilidades aos docentes e coordenadores locais, quando a competência pela coordenação do processo pertence à Direcção Nacional da Educação.
“Algo correu muito mal”, afirmou, defendendo que todos os alunos devem ser tratados de forma igual.
O dirigente sindical criticou a possibilidade de uma nova prova ser aplicada apenas aos estudantes da ilha do Sal, onde o exame chegou a ser suspenso por decisão da delegada local da Educação.
“Isso tem de ser a nível do território nacional. Caso contrário, faremos os contactos necessários com os professores e tomaremos as devidas medidas que se impõem”, declarou.
Questionado sobre a necessidade de aguardar pelos resultados de uma eventual investigação para apurar responsabilidades, Jorge Cardoso respondeu que a prioridade deve ser encontrar uma solução para o problema e evitar prejuízos aos alunos.
“As investigações são para responsabilizar alguém. O primeiro responsável é a Direcção Nacional da Educação, ou seja, o coordenador nacional. Neste momento já temos um problema, agora é preciso resolvê-lo e não prejudicar os alunos”, afirmou.
Para o sindicalista, a situação evidencia falhas no processo de preparação e validação do exame.
Jorge Cardoso defendeu que os professores devem estar no centro das decisões educativas, incluindo na elaboração das provas nacionais, por serem os profissionais que acompanham diariamente os alunos e conhecem a realidade das escolas.
JBR/AA
Inforpress/Fim
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