
Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – O Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) pondera nova manifestação nacional para o Dia do Professor Cabo-Verdiano, 23 de Abril, para demonstração de “descontentamento dos professores ao Ministério da Educação” sobre as "injustiças que prevalecem na classe”.
A informação foi avançada hoje pelo presidente do Sindep, Jorge Cardoso, após um encontro de trabalho com o ministro da Educação, realizado na sexta-feira, 10, no qual foram discutidas várias questões que continuam a afetar os professores.
Entre as principais preocupações, o sindicalista apontou a situação dos docentes que atingiram a idade de aposentação e submeteram os seus pedidos desde Setembro de 2025, mas que ainda aguardam a publicação oficial, assim como a questão dos subsídios por não redução da carga horária.
Segundo indicou Jorge Cardoso, mais de mil professores ficaram de fora da lista publicada a 20 de Setembro de 2024.
“Embora assistimos o ministro a dizer que já resolveram todas as pendências, isso não corresponde a verdade”, afirmou, apontando como outra preocupação a não avaliação de desempenho dos professores nos últimos anos, situação que o sindicato considera ilegal e inconstitucional.
O Sindep denunciou igualmente a não implementação do Plano de Cargos Funções e Remunerações (PCFR) para as monitoras de infância, sublinhando que, apesar de a lei prever a sua aplicação, ainda não está a ser cumprida na maioria das câmaras municipais.
Apesar de o ministro ter assegurado que algumas medidas serão implementadas, com efeitos no próximo ano letivo, conforme o sindicalista, o Sindep mantém reservas quanto ao cumprimento dessas promessas.
Neste sentido, o presidente adiantou que estão neste momento a reunir com dirigentes e delegados em várias ilhas para avaliar o sentimento da classe antes de avançar com a luta programada para o dia 23 de Abril, Dia do Professor Cabo-verdiano.
“Para uma demonstração clara do Ministério da Educação, que continua, portanto, a injustiçar os professores. Veja, nomeadamente, na publicação das suas aposentações, os professores estão a ter problemas com o próprio Ministério da Educação porque alguns estão a recusar continuar a lecionar”, justificou.
Jorge Cardoso avançou que há várias questões que ainda prevalecem e que os professores terão que manifestar o seu desagrado ao Governo.
ET/AA
Inforpress/Fim
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