São Nicolau: Águas de São Nicolau diz que tarifas são definidas pela ARME e apela ao uso racional da água

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São Nicolau: Águas de São Nicolau diz que tarifas são definidas pela ARME e apela ao uso racional da água
06/07/26 - 01:30 pm

Ribeira Brava, 06 Jul (Inforpress) – O presidente da Águas de São Nicolau, Carlos Silva, esclareceu hoje que a empresa não tem competência para definir as tarifas de abastecimento de água, sublinhando que essa responsabilidade cabe à Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME).

Em declarações à Inforpress, para reagir às reclamações dos utentes sobre o preço da água, Carlos Silva explicou que, com a criação da empresa intermunicipal, o modelo de gestão do sector da água alterou-se significativamente, deixando as câmaras municipais de fixar directamente os preços praticados aos consumidores.

Segundo o responsável, anteriormente os antigos Serviços Autónomos de Água eram geridos directamente pelas autarquias, que submetiam as propostas tarifárias às assembleias municipais para aprovação.

Actualmente, frisou, a empresa opera ao abrigo de um contrato de gestão delegada e as tarifas são estabelecidas pela ARME.

“Quem fixa as tarifas é a Agência Reguladora Multissetorial da Economia. A empresa limita-se a prestar o serviço e a cumprir as directrizes estabelecidas”, afirmou.

Carlos Silva reconheceu que alguns consumidores manifestam descontentamento com a actual estrutura tarifária, nomeadamente com a tarifa fixa, mas esclareceu que esta está associada à disponibilidade permanente do serviço e à manutenção de toda a infraestrutura necessária ao abastecimento, independentemente do volume consumido.

O gestor considerou ainda que o preço actualmente praticado em São Nicolau continua abaixo da média nacional, indicando que o metro cúbico de água em várias regiões do país varia entre 200 e 300 escudos, enquanto na ilha o valor ronda os 140 escudos.

Na sua perspectiva, parte das reclamações resulta da diferença entre a antiga tarifa, de cerca de 110 escudos por metro cúbico no primeiro escalão, e os valores actualmente em vigor.

Carlos Silva defendeu igualmente que muitos aumentos nas facturas resultam de consumos invisíveis provocados por fugas internas nas residências, sobretudo em autoclismos com avarias e torneiras a pingar.

Explicou que os contadores volumétricos registam qualquer passagem de água, por mínima que seja, pelo que pequenas fugas permanentes podem representar um aumento significativo no consumo mensal.

Neste sentido, recomendou aos consumidores que façam um acompanhamento semanal dos contadores, inspeccionem regularmente as instalações domésticas e fechem a válvula geral sempre que se ausentarem de casa por períodos prolongados.

O presidente da empresa aconselhou igualmente a adopção de medidas simples de poupança, como reduzir o volume de descarga dos autoclismos, evitar desperdícios durante a higiene pessoal e sensibilizar as crianças para uma utilização responsável da água.

Carlos Silva lembrou que Cabo Verde é um país com recursos hídricos limitados e defendeu que o uso eficiente da água deve constituir uma responsabilidade colectiva.

WM/CP

Inforpress/Fim

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