
São Filipe, 01 Mai (Inforpress) – São Filipe celebra hoje o Dia do Município e de São Filipe, santo padroeiro da ilha e da cidade, uma data marcada pela valorização da história e identidade cultural.
Com uma área de 391 quilómetros quadrados, o equivalente a mais de três quartos da superfície da ilha do Fogo e cerca de nove por cento (%) do território nacional, São Filipe é o maior município da ilha e porta de entrada e saída, albergando o porto e o aeródromo.
Criado no ano de 1992, na sequência da divisão do antigo Concelho do Fogo, que deu origem primeiro ao município dos Mosteiros, em 1992, e de Santa Catarina do Fogo, em 2024.
A cidade de São Filipe, sede do município, é o núcleo populacional mais importante e mais antigo da ilha e o segundo mais antigo de Cabo Verde, depois da Cidade Velha, tendo sido elevada à categoria de cidade em 1922.
Dados estatísticos mais recentes públicos na página do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e referente ao ano de 2024 apontam que São Filipe conta com uma população residente de 21.452 habitantes, sendo 50,3 por cento (%) do sexo masculino e 49,7% do sexo feminino.
Este número representa 4,2% da população de Cabo Verde e cerca de 62,2% dos residentes da ilha do Fogo e a estrutura etária evidencia uma população jovem, com 28,3% entre os 0 e 14 anos, enquanto 31% situa-se na faixa dos 35 aos 64 anos.
No sector da educação, a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais é de 87%, com disparidades entre homens (92,5%) e mulheres (81,9%).
Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa sobe para 98,5%, refletindo avanços significativos no acesso ao ensino, ainda assim, 10,1% da população nunca frequentou a escola, sendo o ensino básico o nível predominante (54,4%).
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego situa-se em 6,3%, sendo ligeiramente superior entre as mulheres (6,6%).
O desemprego jovem atinge 24,5%, um dos principais desafios identificados, e a taxa de emprego é de 41%, com maior incidência no sexo masculino (47,9%) em comparação com o feminino (34,7%), destacando-se ainda a elevada proporção de emprego informal, que atinge 58,3%.
Os dados evidenciam também desigualdades na distribuição das tarefas domésticas e de cuidado, com maior peso sobre as mulheres.
Mais da metade, 55%, da população com 15 anos ou mais realiza afazeres domésticos, sendo que 20,6% das mulheres assumem responsabilidades de cuidado de crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais, contra 5,1% dos homens.
Em termos de condições de vida, 88,3% das famílias utilizam electricidade para iluminação, enquanto 60,9% recorrem ao gás para cozinhar.
A maioria dos agregados tem acesso à rede pública de água (89,8%) e a instalações sanitárias (87,6%), sendo que o município conta com 5.992 agregados familiares, com uma média de 3,6 pessoas por família.
No acesso às tecnologias de informação e comunicação, 84,5% dos lares dispõem de internet, 75,2% possuem televisão e 21,1% têm computador, demonstrando avanços na conectividade.
Os dados, baseados em informações do INE e do IMC 2022, servem de suporte à tomada de decisões e à definição de políticas públicas, num momento em que São Filipe celebra a sua história, identidade e desafios rumo ao desenvolvimento sustentável.
JR/AA
Inforpress/Fim
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