
Ribeira Grande, 18 Mar (Inforpress) – A Feira das Profissões realizada hoje no Liceu do Coculi, em parceria com o Liceu Suzete Delgado, apostou num enfoque prático, permitindo aos alunos experimentar e reflectir para melhor escolher o seu percurso académico e profissional.
Sob o lema “Experimentar, reflectir para melhor escolher”, a iniciativa reuniu profissionais de diversas áreas, instituições locais e universidades, num formato pensado para aproximar os estudantes da realidade concreta das profissões.
Ao contrário das edições anteriores, este ano a organização privilegiou a interacção directa, incentivando os alunos a procurar os profissionais e a vivenciar, de forma mais próxima, o dia-a-dia de cada área.
A proposta passou por levar demonstrações práticas e equipamentos, criando um ambiente mais dinâmico e participativo.
Para a estudante do 12.º ano, Lindsay Fortes, a experiência foi “marcante e esclarecedora”.
“Foi uma experiência excelente. Tive a oportunidade de aprender mais sobre as universidades, sobre o que é o profissional, o que é preciso para entrar na universidade, os equipamentos e a importância de cada profissional na sociedade”, afirmou.
A mesma aluna revelou ainda que pretende seguir Medicina, com especialização em Ginecologia, um sonho que diz cultivar desde a infância.
“É exigente, mas vou conseguir”, assegurou, sublinhando que a feira ajudou a reforçar a sua motivação e a esclarecer dúvidas.
Por sua vez a professora e membro da organização da feira, Andressa Fortes fez um balanço positivo da actividade, e evidenciou a “forte” adesão dos profissionais convidados e das instituições parceiras.
“A feira decorreu bem, tivemos a participação de todos os profissionais e instituições, bem como das universidades. Trouxemos alunos do 9.º e 10.º anos do Liceu Suzete Delgado e do Coculi”, explicou.
Segundo a docente, a aposta num formato mais prático foi intencional e visou melhorar o impacto da iniciativa na orientação vocacional dos alunos.
“A ideia era que os alunos interagissem mais com a prática e com o que é o dia-a-dia do profissional. Em vez de ficarem sentados à espera, os profissionais trouxeram elementos do seu trabalho para que os alunos se aproximassem e descobrissem melhor cada área”, referiu.
Andressa Fortes acrescentou que a feira representa o culminar de um processo de orientação que começa em sala de aula e ganha forma neste tipo de iniciativas, sobretudo nos anos decisivos.
“Este trabalho inicia-se antes e termina aqui, no 9.º e no 12.º anos, quando os alunos passam mais para a prática e contactam directamente com universidades e profissionais”, indicou.
A organização considerou que a feira tem um “impacto significativo” na tomada de decisão dos estudantes, contribuindo para escolhas mais informadas e alinhadas com os seus interesses e aspirações.
Com uma abordagem mais imersiva, Andreza Fortes afirmou ainda que a Feira das Profissões reforçou, assim, o seu papel como espaço de descoberta, onde os alunos deixam de apenas ouvir falar das profissões para, efectivamente, começar a vivê-las.
LFS/ZS
Inforpress/Fim
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