Santo Antão: Deputado Damião Medina entende que a deputada do PAICV é a última pessoa a falar do aeroporto desta ilha

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Santo Antão: Deputado Damião Medina entende que a deputada do PAICV é a última pessoa a falar do aeroporto desta ilha
04/03/26 - 12:36 pm

Porto Novo, 04 Mar (Inforpress) – O deputado do MpD (poder), eleito por Santo Antão, Damião Medina, disse hoje que a colega do PAICV (oposição), Rosa Rocha, eleita também por este círculo eleitoral, é "a última pessoa a falar do aeroporto" desta ilha.  

“A deputada do PAICV por Santo Antão é a última pessoa que deve falar do aeroporto de Santo Antão”, notou Damião Medina, numa reacção às declarações da Rosa Rocha de que o Governo está a fazer “teatro” com a assinatura do memorando com a Cabo Verde Airports sobre a infra-estrutura aeroportuária.

Enquanto presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, no mandato 2012-2016, Rosa Rocha, segundo o parlamentar do MpD, “não teve a capacidade de incentivar e exigir do seu Governo a construção do aeroporto”.

Nessa altura, avançou Damião Medina, o PAICV estava no poder, mas Rosa Rocha, enquanto autarca, devia ter exigido o cumprimento da promessa deste partido sobre o aeroporto, lembrando que o PAICV, que governou Cabo Verde de 2001 a 2016, "só falava do aeroporto em cima dos palcos da campanha eleitoral”.

O deputado do MpD frisou que o actual Governo colocou, desde 2016, “de forma séria, o aeroporto na sua agenda governativa, por considerar uma infra-estrutura estratégica ao desenvolvimento de Santo Antão”.

Em 2017, recordou, o Governo colocou equipamentos na zona da Casa de Meio (Porto Novo) para levantamento dos dados necessários que, "por norma, leva o seu tempo (anos), conforme regras internacionais da aviação civil". 

"Os dados produzidos confirmaram tecnicamente a construção do aeroporto. Após isso e, conforme normas vigentes, foram realizados os estudos de impacto económico, que também viabilizaram esta infra-estrutura”, notou este deputado.

Disse que foi concebido, na sequência, o Plano Director do aeroporto, que contém os princípios, as bases, os guias e um mapa estratégico da infra-estrutura que se quer construir, a nível da extensão e orientação de pista, tráfego de passageiros, questões ambientais e a segurança.

“Dados todos esses passos, que são obrigatórios, exigentes e que levam o seu tempo, eis que o Governo acabou de encontrar um parceiro internacional estratégico, o Grupo Vinci, para o financiamento e criação das condições necessárias para a realização efectiva do aeroporto”, concluiu Damião Medina.

JM/HF

Inforpress/Fim 

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