
Assomada, 24 Set (Inforpress) – A comunidade guineense residente em Santa Catarina assinalou hoje o 53.º aniversário da Independência da Guiné-Bissau, numa cerimónia marcada pela homenagem a Amílcar Cabral e por apelos à paz e ao reencontro do país com o “rumo certo”.
As comemorações decorreram na Praça Central de Assomada, junto ao busto memorial de Amílcar Cabral, com a participação de representantes da comunidade guineense.
O presidente da Associação dos Guineenses Residentes em Santa Catarina, Braima Sissé, destacou o significado da data para os guineenses e para Cabo Verde e sublinhou a liderança de Amílcar Cabral no processo de libertação.
“Estamos aqui a comemorar 53 anos de independência”, afirmou, acrescentando que a comunidade mantém a esperança de que a Guiné-Bissau ultrapasse as actuais dificuldades e que os guineenses possam viver em paz.
Braima Sissé aproveitou, igualmente, para agradecer a Cabo Verde e aos cabo-verdianos, em particular à Câmara Municipal de Santa Catarina, pelo acolhimento à comunidade guineense.
Segundo o responsável, os guineenses residentes em Cabo Verde estão “bem acolhidos” e “bem inseridos”, tendo defendido a manutenção dos laços entre os dois povos.
“Cabo Verde e nós somos irmãos hoje, amanhã e para sempre”, afirmou.
Por sua vez, o professor e engenheiro guineense Teodorino Carvalho, residente em Cabo Verde desde 1987, considerou que os 53 anos da independência constituem uma data “muito importante”, não apenas para o povo guineense, mas também para Cabo Verde.
Na sua perspectiva, a luta de libertação foi uma vitória partilhada pelos dois povos, recordando o papel de Amílcar Cabral na liderança do processo.
“Cabo Verde lutou ao lado da Guiné-Bissau para a libertação da Guiné e de Cabo Verde”, afirmou Teodorino Carvalho, que lamentou, contudo, a situação actual da Guiné-Bissau e manifestou esperança de que o país encontre “o rumo certo”.
Com mais de quatro décadas de vivência em Cabo Verde, o professor e engenheiro disse ter escolhido o arquipélago como uma “segunda pátria”, e destacou o respeito pelos direitos humanos e a valorização dos conhecimentos e diplomas.
“Muitos guineenses escolheram Cabo Verde para viver. Não foi por acaso”, afirmou, e considerou que o ambiente democrático e o respeito pelos direitos humanos contribuíram para essa escolha.
DV/HF
Inforpress/Fim
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