
Assomada, 21 Mar (Inforpress) - A Associação Acreditar promoveu hoje, em Assomada, uma actividade de sensibilização para assinalar o Dia Internacional da Síndrome de Down, incentivando a comunidade a respeitar, incluir e valorizar crianças com necessidades educativas especiais (NEE).
A iniciativa teve como principal objectivo despertar na sociedade uma maior consciência sobre a importância da inclusão, acessibilidade e respeito pelas diferenças, proporcionando também um momento de convívio entre crianças com necessidades educativas especiais, familiares, profissionais e membros da comunidade.
Segundo a presidente da Associação Acreditar, Ilizia Varela, a actividade pretendeu sensibilizar a população para amar, respeitar e incluir as pessoas com deficiência, em particular aquelas com síndrome de Down, promovendo um ambiente onde as crianças se sintam acolhidas e valorizadas.
Aquela responsável explicou que a associação trabalha actualmente com 83 crianças com necessidades especiais, embora reconheça que o número real no concelho poderá ser superior. Por isso, apelou aos pais e à sociedade para não esconderem essas crianças, defendendo que elas têm direito a conviver e participar activamente na vida social.
“Quando estas crianças interagem com outras pessoas ditas ‘normais’, desenvolvem mais as suas capacidades e sentem-se mais integradas”, sublinhou, acrescentando que a maior preocupação da associação é garantir que essas pessoas sejam respeitadas nas suas limitações e plenamente incluídas na sociedade.
Por seu turno, o delegado do Ministério da Educação em Santa Catarina, Manuel do Rosário, considerou a iniciativa marcante no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Síndrome de Down, sublinhando que a inclusão é uma das prioridades do sector educativo.
Para Manuel do Rosário as limitações das crianças não devem ser motivo de exclusão, daí que a delegação tem trabalhado na sensibilização da sociedade para criar melhores condições de integração dos alunos com necessidades educativas especiais.
Entre os principais desafios, apontou a necessidade de maior engajamento social e aceitação das diferenças, destacando que o preconceito e a discriminação ainda persistem em vários sectores da sociedade.
Já Elisa Freire, mãe de uma criança com necessidades educativas especiais, defendeu que a inclusão começa em casa. Para ela, os pais devem acreditar nas capacidades dos filhos e ajudá-los a descobrir as suas potencialidades, evitando uma protecção excessiva que possa limitar o seu desenvolvimento.
A actividade foi promovida pela Associação Acreditar e pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) da Delegação Escolar de Santa Catarina de Santiago, em parceria com a Delegacia de Saúde e a Câmara Municipal local.
A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossoma extra no par 21, podendo provocar algumas características físicas específicas e atrasos no desenvolvimento.
No entanto, com acompanhamento adequado, educação inclusiva e apoio familiar e social, as pessoas com síndrome de Down podem desenvolver capacidades, estudar, trabalhar e participar activamente na sociedade.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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