
Assomada, 08 Jun (Inforpress) – Alunos finalistas da Escola Técnica Grão-Duque Henri manifestaram-se hoje contra a prova nacional de Matemática, alegando que a mesma presentava “um elevado grau de complexidade, conteúdos que não foram lecionados na aula e peso excessivo na nota final”.
Em declarações à imprensa, uma das manifestantes, de Escola Técnica Grão-Duque Henri, de Santa Catarina, a aluna Charlene Mendes afirmou que a prova realizada na sexta feira, 05, continha matérias que não correspondem ao programa do 12.º ano e que algumas questões incidiam sobre conteúdos que não foram aprofundados nas aulas.
“Era um teste muito complicado. Algumas matérias não foram dadas e outras não foram trabalhadas com a profundidade que apareceu na prova. Pelo grau de complexidade, não parecia um teste para alunos do 12.º ano”, afirmou, acrescentando que até professores de Matemática reconheceram a dificuldade do exame.
A estudante Diana Pereira partilhou da mesma preocupação, considerando injusto que uma única prova tenha um peso de 30 % na avaliação final dos alunos.
“Estudamos durante anos e, no final, fizemos uma prova que vale 30% da nota final. Consideramos isso injusto”, sustentou.
Também Alexandre Tavares considerou que o exame ultrapassou os conteúdos normalmente leccionados aos alunos, afirmando que muitas das matérias avaliadas não correspondiam ao que foi trabalhado durante o ano lectivo.
Por sua vez, Maira Horta, aluna da área de Construção Civil, manifestou preocupação com a organização das provas nacionais e criticou a realização de dois exames no mesmo dia.
Segundo a estudante, os alunos dispõem de apenas cerca de 30 minutos entre uma prova e outra, situação que considera desgastante do ponto de vista físico e emocional.
“Nem os alunos do quadro de honra ficaram satisfeitos com a prova”, afirmaram.
Segundo os manifestantes, após a realização da prova procuraram dialogar com a direcção da escola e com a Delegação do Ministério da Educação, mas foram informados de que pouco poderia ser feito naquela fase do processo.
No entanto, os alunos alegaram que não tiveram oportunidade de apresentar as suas preocupações mais cedo, uma vez que o exame foi realizado na sexta-feira e o fim-de-semana limitou os contactos institucionais.
Diante das reivindicações apresentadas, os estudantes defendem a realização de uma nova prova nacional de Matemática e/ou como alternativa, à redução da percentagem atribuída ao exame na classificação final, argumentando que o exame não refletiu os conteúdos efectivamente trabalhados ao longo do percurso escolar.
A manifestação decorreu nas imediações da escola e reuniu alunos que apelaram à intervenção do Ministério da Educação para analisar as reclamações apresentadas e encontrar uma solução que considerem justa para os alunos afectados.
DV/AA
Inforpress/Fim
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