
Santa Maria, ilha do Sal, 29 Mar (Inforpress) — A primeira edição da Urdi-Sal chegou ao fim, hoje, na cidade de Santa Maria, assinalando a descentralização da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi).
O evento, que reuniu 55 artesãos de várias ilhas do arquipélago, encerrou com um “balanço positivo” focado na comercialização e no estabelecimento de redes de contacto no principal mercado turístico do país.
Durante a cerimónia de encerramento, o diretor do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), Artur Marçal, sublinhou que a presença do projeto no Sal demonstrou a necessidade de se pensar em formas de garantir a permanência do produto artesanal com o selo “Created in Cabo Verde” no mercado local, evitando que a oferta se limite apenas a eventos pontuais.
De acordo com a organização e com as declarações do presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, a feira cumpriu os objetivos previstos tanto a nível de exposição como de rentabilidade.
"O artesanato tem dois componentes: a produção e as vendas. Ficou demonstrado que eventos como a Urdi trazem rentabilidade para os nossos artesãos", afirmou o autarca, destacando o valor que os turistas deixam na ilha para a aquisição de lembranças e peças de autor.
A parceria entre a autarquia, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e o Instituto do Turismo permitiu que a estrutura montada em Santa Maria servisse não apenas como montra cultural, mas como um ponto de negócio direto, onde os artesãos puderam testar a aceitação das suas peças perante o público nacional e estrangeiro.
O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, reforçou que a adesão do público ao longo dos dias do evento confirma o potencial de crescimento das indústrias criativas na ilha.
O governante destacou o papel da equipa do CNAD e da Câmara Municipal na viabilização desta primeira edição, que serviu para afirmar o artesanato como uma “expressão da identidade cultural cabo-verdiana” integrada na oferta turística.
Como medida imediata para manter a dinâmica criada pelo evento, foi confirmado que os estandes utilizados na feira permanecerão na ilha do Sal.
Esta decisão visa permitir que os artesãos locais e os que ali comercializam “continuem a ter um espaço dedicado à promoção dos seus trabalhos após o fecho oficial do certame”.
A organização despediu-se dos participantes desejando um bom retorno às ilhas de origem, com o foco agora virado para a edição principal da Urdi, que terá lugar na ilha de São Vicente, no próximo mês de novembro.
NA/AA
Inforpress/Fim
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