
Londres, 26 Mai (Inforpress) – A utilização das redes sociais representa uma ameaça tão grande para a saúde dos jovens como o tabagismo, segundo os médicos da Academia de Faculdades de Medicina do Reino Unido, indicou hoje a televisão pública britânica BBC.
Na resposta a um pedido do Governo para que se pronunciasse sobre a utilização das redes sociais pelos menores de 16 anos, a instituição defendeu que, sempre que atendem os jovens, os médicos os devem questionar sobre o tempo passado em frente aos ecrãs e o uso das redes sociais.
Em declarações à BBC, a pedopsiquiatra Emily Sehmer disse que os perigos do uso excessivo das redes sociais são "piores" do que os do tabagismo e enfatizou a importância de os profissionais de saúde questionarem os jovens sobre a sua utilização sem julgamentos.
"Não podemos saber a dimensão do problema se não perguntarmos", salientou, citada pela agência noticiosa espanhola EFE.
O Governo britânico realiza desde março uma consulta pública sobre possíveis restrições à utilização das redes sociais por menores de 16 anos, antes de decidir que medidas irá implementar.
A Academia afirma que devem existir orientações para os médicos sobre como detetar qualquer utilização inadequada ou prejudicial das redes sociais e dos conteúdos `online`.
A ministra da Ciência, Inovação e Tecnologia britânica, Liz Kendall, disse à BBC que as novas medidas serão implementadas antes do final do ano.
Em Portugal, o parlamento aprovou em fevereiro uma proposta do PSD para impedir o acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos, podendo os que têm 13 anos ou mais aceder com consentimento dos pais. A proposta passou à discussão na especialidade.
Além disso, desde setembro de 2025, os alunos das escolas portuguesas até ao 6.º ano de escolaridade estão impedidos de levar `smartphones` para as escolas.
Em França também foi aprovada legislação para combater a exposição das crianças aos ecrãs e às redes sociais, prevendo que os menores entre os 13 e os 16 anos obtenham autorização parental para se registarem nestas plataformas.
A Austrália proibiu, desde 10 de dezembro de 2025, o acesso às redes sociais a menores de 16 anos.
Inforpress/Lusa
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