
Cidade da Praia, 14 Jul (Inforpress) – A Universidade de Santiago e a Academia internacional de socorrismo e atendimento pré-hospitalar reforçam parceria com a assinatura de um protocolo para fortalecer a colaboração das duas instituições nas áreas da formação, investigação científica, socorrismo e atendimento pré-hospitalar.
O presidente da Academia Internacional de Socorrismo e Atendimento Pré-Hospitalar de Cabo Verde, Yancey Heredia, afirmou que a parceria permitirá introduzir no país uma metodologia de ensino desenvolvida por instituições com mais de 40 anos de experiência na resposta a emergências, como é o caso do Brasil e da Argentina.
Segundo este responsável, a academia pretende implementar em Cabo Verde um modelo de formação orientado para a preparação de profissionais capazes de intervir nos primeiros minutos de uma emergência, fase que a mesma fonte considera determinante para a sobrevivência das vítimas.
“Todos os formandos em Cabo Verde, na área de saúde saem com uma formação base para trabalhar dentro das instituições como hospitais, clínicas, centros de saúde”, afirmou.
A mesma acrescentou que não existem profissionais que actuam especificamente no ambiente pré-hospitalar, por isso há necessidade de criar competências que asseguram a continuidade da assistência desde o local da ocorrência até a unidade de saúde.
Yancey Heredia explicou que a academia disponibiliza formações em 21 áreas ligadas às emergências, com cursos de diferentes durações, desde ações de uma hora até programas de especialização com um ano de duração.
Acrescentou que a instituição também trabalha na preparação de equipas para responder a situações de catástrofe, sublinhando que todos os cenários de emergência exigem profissionais devidamente capacitados para actuar no contexto pré-hospitalar.
No âmbito do protocolo, os formandos terão acesso à metodologia utilizada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Brasil e pelo Instituto Colbert, da Argentina.
A formação, continuou a mesma fonte, permitirá ainda aos participantes integrarem o programa de internacionalização dessas instituições e obterem reconhecimento nos respetivos países.
Por sua vez, a chefe do Departamento de Ciência, Saúde, Ambiente e Tecnologia da Universidade de Santiago, Marcelia Fernandes, explicou que o protocolo será concretizado através de ações de formação e capacitação contínua dirigidas à comunidade académica, com especial incidência nos estudantes da instituição.
Segundo a responsável, o objectivo é dotar os participantes de competências para agir de forma adequada em emergências pré-hospitalares e contribuir para a disseminação desses conhecimentos junto da sociedade.
Marcelia Fernandes considerou que existe uma lacuna nesta área, uma vez que, fora dos profissionais de saúde, dos bombeiros e da Proteção Civil, a maioria da população não possui formação específica para prestar assistência em emergências.
"O objectivo é capacitar as pessoas para conseguirem salvar vidas ou, pelo menos, evitar agravar o estado de quem já se encontra em risco", afirmou.
A responsável adiantou que a implementação do protocolo terá início imediatamente após a assinatura, acrescentando que as duas instituições já desenvolviam ações conjuntas, tendo agora decidido formalizar uma colaboração que, na prática, já existia.
JBR/AA
Inforpress/Fim
Partilhar