
Mindelo, 06 Mai (Inforpress) – O líder e cabeça-de-lista da UCID pelo círculo eleitoral de São Vicente pediu hoje prudência às autoridades sanitárias para evitar uma eventual contaminação de hantavírus no país, na sequência de informações sobre um surto no navio de cruzeiro MV Hondius.
João Luís reagia à situação, em declarações à Inforpress, durante a campanha porta-a-porta da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) na zona de Fonte Filipe.
O candidato lançou um alerta dirigido, sobretudo, às Delegacias de Saúde e à Direcção Nacional de Saúde, sublinhando a fragilidade do sistema sanitário nacional e da própria população.
“Temos um País frágil em termos de saúde e uma população igualmente vulnerável, por isso todo o cuidado é pouco nesta matéria. Pedimos muita prudência por parte das autoridades de saúde para evitar que Cabo Verde venha a enfrentar uma situação de contaminação com consequências perigosas”, afirmou.
O dirigente da UCID referiu ainda que já há relatos de óbitos associados ao surto, reforçando a necessidade de uma actuação rápida e eficaz por parte das autoridades competentes.
Segundo João Luís, a responsabilidade neste momento recai essencialmente sobre as autoridades sanitárias, uma vez que os cidadãos e os partidos políticos têm um papel limitado na prevenção directa deste tipo de situação.
“Tudo depende da forma de actuação das autoridades sanitárias do país. Cabe à Direcção Nacional de Saúde e às Delegacias de Saúde assegurar o melhor tratamento desta questão, evitando eventuais contaminações e cenários que não desejamos para Cabo Verde”, concluiu.
O caso do alegado surto a bordo do MV Hondius, de bandeira holandesa, continua sob acompanhamento das autoridades competentes, num contexto de atenção internacional devido ao risco sanitário associado a navios de cruzeiro.
O navio encontra-se ancorado ao largo da cidade da Praia após a detecção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas impedido a atracação por razões de saúde pública.
Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o caso envolve cerca de 150 passageiros e tripulantes, estando a ser acompanhado por equipas médicas nacionais e internacionais.
As autoridades nacionais activaram medidas de contenção e uma zona de vigilância sanitária, em articulação com parceiros internacionais, enquanto o navio permanece em quarentena no mar.
O Ministério da Saúde justificou a decisão de não autorizar a atracação com base no princípio da precaução, sublinhando a proteção da saúde pública.
A situação continua sob investigação, com realização de testes laboratoriais e rastreio de contactos. A OMS indica, contudo, que o risco para a população em geral permanece baixo.
Três ocupantes do navio Hondius foram hoje transportados para os Países Baixos em aviões ambulância, a partir da cidade da Praia.
CD/ZS
Inforpress/Fim
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