
Mindelo, 24 Ago (Inforpress) – A Si Ma Bô contestou declarações atribuídas ao presidente da Câmara Municipal de São Vicente sobre o trabalho da associação e defendeu uma solução conjunta para a problemática dos cães de rua na ilha.
Em comunicado divulgado na sequência do encontro entre operadores turísticos, empresas e instituições ligadas ao turismo, a associação de protecção de animais afirmou considerar “injustas” algumas declarações atribuídas ao presidente da câmara municipal.
A associação refere que Augusto Neves terá afirmado que resolver a situação dos cães de rua seria “a coisa mais fácil do mundo” e que a comunidade também deveria fazer a sua parte.
Disse concordar que se trata de “um problema colectivo” que exige a participação de toda a sociedade, mas contesta a alegação de que a associação “mais atrapalha do que ajuda”.
A Si Ma Bô destacou como principal resultado do seu trabalho a realização de mais de 20 mil castrações em São Vicente, além de acções de resgate, desparasitação, tratamentos veterinários e programas de adopção.
“Se o nosso trabalho é prevenir ninhadas, retirar animais das ruas, tratar, castrar e encontrar-lhes famílias, como pode ser do nosso interesse existirem mais cães na rua?”, questionou a associação.
A organização afirmou ainda que o seu canil se encontra cheio e sem capacidade para receber mais animais, enquanto, segundo a mesma, o canil municipal é de maior dimensão.
A Si Ma Bô recordou também o apoio prestado, em Agosto e Setembro de 2024, aos cães dos canis municipais.
Segundo a mesma fonte, na altura cerca de 100 animais estavam alojados nas estruturas, tendo sido assegurados cuidados, assistência veterinária e alimentação, com apoio de voluntários e donativos.
A associação esclareceu que não comunga com o envenenamento ou o extermínio indiscriminado de animais, mas soluções baseadas na prevenção, castração, tratamento, educação e adopção.
A Si Ma Bô convidou o autarca a conhecer o trabalho desenvolvido no terreno e sublinhou que o problema dos cães de rua deve ser enfrentado através de “cooperação, responsabilidade e acções concretas”.
“São Vicente não precisa de mais culpados. Precisa de soluções”, concluiu.
LN/ZS
Inforpress/Fim
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