
Ribeira Brava, 27 Ago (Inforpress) – O livro “Vida e Obra do padre José Constantina Bento”, lançado hoje em Queimadas, assinala os 50 anos de missão sacerdotal desse padre e reúne aspectos da sua trajectória pessoal, familiar e religiosa.
Em entrevista à Inforpress a co-autora da obra, Gertrudes Oliveira, avançou que o livro, de iniciativa familiar, começou a ser preparada há cerca de cinco anos, quando o sacerdote se preparava para celebrar os 45 anos de ordenação, explicou.
Segundo a mesma fonte, o livro pretende dar a conhecer ao público o percurso de vida e os 50 anos de missão sacerdotal do padre José Constantina Bento, apresentando “uma janela” para conhecer as diferentes facetas do sacerdote, através de relatos da família e de testemunhos de vários paroquianos que conviveram com ele ao longo do seu percurso.
“Este livro é um projecto familiar que surgiu há mais ou menos seis ou sete anos”, explicou Gertrudes Oliveira, acrescentando que a publicação permite acompanhar a trajectória do padre desde a sua infância até à formação sacerdotal e às várias missões desempenhadas em Cabo Verde.
A obra retrata a ligação do sacerdote às ilhas do Sal e de São Nicolau, o seu nascimento e infância, o percurso escolar e a formação no Seminário de São José, na cidade da Praia, bem como a formação sacerdotal realizada em Coimbra, Portugal.
O livro aborda, igualmente, os mais de 25 anos de missão do padre José Constantina Bento em Santa Catarina, a passagem pela Paróquia de Nossa Senhora do Socorro, em Achada de Santo António, e o trabalho desenvolvido no Seminário de São José, particularmente, na formação do clero.
A intervenção social do sacerdote e o seu pensamento sobre a realidade social e histórica de Cabo Verde constituem também elementos destacados na publicação, que reúne diferentes perspectivas sobre a vida e o trabalho do homenageado.
Para o padre José Constantina Bento, a homenagem pelos 50 anos de vida sacerdotal pode ser resumida numa palavra: “acolhimento”.
“Estou a sentir-me feliz porque estou a ser acolhido aqui na minha terra. Estou feliz porque acolhi pessoas que agora se sentem felizes por eu ter acolhido”, afirmou.
O sacerdote sublinhou que a celebração dos 50 anos não deve ser entendida apenas como uma homenagem individual, mas como uma oportunidade para reforçar os laços entre as pessoas e continuar a trabalhar para a transformação da sociedade.
Questionado sobre a publicação de um livro dedicado à sua vida, confessou que não é “muito da escrita”, preferindo falar e partilhar as suas experiências oralmente.
Explicou, contudo, que aceitou a proposta das sobrinhas, co-autoras da obra, por entender que era necessário registar a sua trajectória para que as experiências e o percurso de cinco décadas de sacerdócio permanecessem documentados.
“Essas minhas sobrinhas dizem que há coisas que a gente tem de escrever, tem de registrar. E eu não podia negá-las, senão não estava a acolhê-las”, afirmou, acrescentando que deu a sua colaboração através dos relatos sobre a própria vida.
WM/HF
Inforpress/Fim
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