
São Miguel, 07 Abr (Infopress) - A delegada de Saúde de São Miguel, Antonieta Fonseca, afirmou hoje que as autoridades sanitárias estão a reforçar uma resposta multissectorial para conter a esquistossomose no concelho, com foco na prevenção, vigilância activa e sensibilização comunitária.
Em declarações à imprensa, aquela responsável sublinhou que a doença, associada ao contacto com água doce contaminada, exige uma abordagem integrada, envolvendo os sectores da saúde, ambiente, agricultura, poder local e a própria comunidade.
Segundo explicou, desde os primeiros registos no concelho, em 2021, foram acumulados cerca de 200 casos, com maior incidência em crianças e adolescentes entre os quatro e os 16 anos, todos acompanhados e tratados pelas estruturas de saúde.
No quadro das acções em curso, Antonieta Fonseca destacou o reforço da vigilância epidemiológica, rastreios activos nas comunidades, investigação ambiental e laboratorial, bem como acções regulares de sensibilização.
De acordo com a delegada, equipas técnicas estão no terreno, especialmente na localidade de Ribeira de Principal, onde foi recentemente identificado um novo foco, realizando exames de urina em crianças e testes a adultos com sintomas suspeitos, de forma a garantir diagnóstico precoce e tratamento atempado.
Paralelamente, análises do Instituto Nacional de Saúde Pública identificaram a presença de caracóis do género Bulinus em alguns pontos de água, considerados potenciais hospedeiros do parasita, embora ainda decorrem estudos laboratoriais para confirmar a presença de formas infectantes.
A mesma fonte alertou que os tanques de água identificados representam potenciais focos de transmissão, reforçando o apelo para que a população evite o contacto com essas águas, nomeadamente para banho ou actividades recreativas.
No âmbito da prevenção, estão ainda programadas intervenções nas escolas, com rastreios, palestras e sessões dirigidas a alunos e encarregados de educação, bem como campanhas comunitárias em articulação com a Câmara Municipal de São Miguel, líderes comunitários, religiosos e parceiros institucionais.
Antonieta Fonseca reiterou que a situação está sob acompanhamento técnico permanente e apelou à colaboração da população no cumprimento das orientações sanitárias e na adesão às campanhas em curso.
Este posicionamento surge numa altura em que o investigador Maximiano Fernandes confirmou a existência de um novo surto de esquistossomose em Ribeira de Principal, cuja origem continua por determinar.
DV/ZS
Inforpress/Fim
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