Santo Antão: EcoRaízes aposta no cultivo de plantas medicinais para travar pressão sobre espécies silvestres

Inicio | Sociedade
Santo Antão: EcoRaízes aposta no cultivo de plantas medicinais para travar pressão sobre espécies silvestres
26/05/26 - 12:23 pm

Ribeira Grande, 26 Mai (Inforpress) – O projecto EcoRaízes instalou um campo experimental de plantas aromáticas e medicinais em Santo Antão, numa iniciativa que visa incentivar o cultivo sustentável e reduzir a pressão sobre espécies recolhidas directamente na natureza.

A informação foi divulgada na página oficial do projecto EcoRaízes numa rede social, dando conta de que o campo foi implantado no Centro Agrícola de Afonso Martinho, no concelho da Ribeira Grande, em parceria com a Associação de Mulheres do Planalto Leste de Santo Antão (Amupal) e o Ministério da Agricultura e Ambiente.

De acordo com a publicação, a iniciativa pretende criar alternativas económicas para as comunidades locais, ao mesmo tempo que promove a preservação de espécies tradicionalmente utilizadas para fins medicinais, aromáticos e condimentares.

O projecto considerou que a recolha contínua destas plantas no meio natural representa um risco para a sua conservação, por isso, a aposta no cultivo organizado como forma de garantir sustentabilidade ambiental e novas oportunidades de rendimento.

A mesma fonte sublinhou ainda que o uso tradicional destas plantas continua presente nas ilhas de Santo Antão e São Nicolau, sobretudo nas zonas rurais, embora admita que esta prática tem vindo a perder expressão face à crescente adopção de hábitos urbanos.

“Nesta fase inicial, o campo experimental inclui espécies como arruda, sálvia, alecrim, camomila, erva-doce, hortelã-pimenta e erva cheirosa, entre outras plantas aromáticas e medicinais”, lê-se na publicação.

O projecto EcoRaízes é promovido pela ADPM Mértola, em articulação com o Ministério da Agricultura e Ambiente, através das delegações em Santo Antão e São Nicolau.

A iniciativa envolve ainda várias autarquias das duas ilhas, associações locais e instituições académicas, contando com o cofinanciamento da União Europeia em Cabo Verde e da Cooperação Portuguesa, através do Camões, I.P.

LFS/AA
Inforpress/Fim

Partilhar