
Cidade da Praia 27 Out (Inforpress) – A directora técnica da Associação Reavivar Restaurando Vidas (REAVIVAR), Liú Évora, anunciou hoje que prevêem iniciar, em 2027, o tratamento ambulatório das dependências na ilha do Sal, no âmbito de um protocolo com a CCAD.
No acto da assinatura desse protocolo com a Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD), que prevê apoio técnico e futuras respostas residenciais, Liú Évora disse aos jornalistas que pretendem criar as condições para o acompanhamento terapêutico de pessoas com dependências na ilha do Sal.
Esta é, segundo Liú Évora, uma das prioridades da Associação Reavivar Restaurando Vidas, que pretende avançar com a implementação de serviços ambulatórios e, posteriormente, uma resposta de tratamento residencial.
A directora técnica da REAVIVAR explicou que o protocolo assinado com a CCAD vem formalizar e reforçar uma colaboração já existente, permitindo consolidar o apoio técnico necessário à execução do plano de acção da organização.
O arranque dos atendimentos está previsto para o inínio de 2027, condicionado ao cumprimento dos requisitos legais aplicáveis.
A associação pretende complementar a resposta ambulatória com a criação do Centro Reviver que deverá acolher o Projecto Esperança e disponibilizar tratamento em regime residencial.
Por sua vez, a secretária-executiva da CCAD, Raquel Alves, garantiu que a instituição está empenhada em dar continuidade à parceria, sublinhando que o trabalho conjunto tem sido desenvolvido desde o início do ano, através de reuniões e acompanhamento técnico.
Raquel Alves explicou que o protocolo prevê cooperação institucional, apoio técnico e eventual apoio financeiro.
Defendeu ainda que o tratamento das dependências deve ser adaptado às necessidades de cada pessoa, privilegiando o acompanhamento ambulatório e reservando o tratamento residencial para casos que exijam cuidados mais intensivos.
Alves considerou que a cooperação entre instituições públicas e organizações da sociedade civil é fundamental para reduzir o consumo de substâncias e melhorar o acesso aos cuidados, defendendo uma resposta articulada às consequências sociais e familiares das dependências.
Com a assinatura do protocolo, a REAVIVAR pretende consolidar as condições para o desenvolvimento das respostas previstas na ilha do Sal, enquanto prossegue o trabalho técnico.
CG/HF
Inforpress/Fim
Partilhar