Quebrando o Silêncio: Adventistas alertam para abusos contra idosos em Cabo Verde (c/áudio)

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Quebrando o Silêncio: Adventistas alertam para abusos contra idosos em Cabo Verde (c/áudio)
02/09/26 - 02:28 pm

Cidade da Praia, 02 Set (Inforpress) – A directora nacional do Ministério das Mulheres Adventistas do Sétimo Dia em Cabo Verde afirmou hoje que o projecto mundial “Quebrando o Silêncio” centra este ano as suas acções na prevenção dos abusos contra a população idosa.

Em entrevista à Inforpress, Adelsa Sanches explicou que o projecto educativo e preventivo, promovido anualmente a nível mundial, visa consciencializar a sociedade sobre a necessidade de denunciar situações de violência e apoiar as vítimas.

A iniciativa trabalha, sobretudo, na prevenção e educação contra o abuso nas suas diversas manifestações, abrangendo particularmente pessoas consideradas vulneráveis, nomeadamente crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos.

Este ano, precisou a responsável, a campanha centra-se na população idosa, sob o lema “Cuidar dos idosos em risco: a violência que atinge quem mais precisa de cuidado”, tendo em conta que esta faixa etária também é vítima de diferentes formas de abuso.

“Infelizmente, as estatísticas mostram-nos que essa camada da população também tem sido vítima de muitos abusos, nas suas mais diversas formas”, advertiu.

Adelsa Sanches salientou que a violência contra idosos não se limita às agressões físicas, podendo igualmente manifestar-se através de abusos psicológicos, financeiros ou por negligência.

Como exemplo de violência psicológica, apontou palavras injuriosas e humilhantes dirigidas aos idosos, enquanto o abuso financeiro pode ocorrer quando alguém se apropria dos seus bens sem consentimento.

A negligência, acrescentou, verifica-se quando pessoas idosas são deixadas sem os necessários cuidados de higiene, saúde e acompanhamento, constituindo igualmente uma forma de abuso.

A campanha decorre em todas as ilhas de Cabo Verde e integra um programa internacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que assume publicamente uma posição de rejeição contra qualquer forma de abuso, independentemente de quem seja o agressor.

A responsável enfatizou ainda que o projecto não se limita aos membros da Igreja, abrangendo as famílias, comunidades, locais de trabalho e outros espaços sociais, defendendo que todos devem utilizar a sua voz para denunciar situações de violência e contribuir para “quebrar o silêncio”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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