
Cidade Praia, 26 Mai (Inforpress) - O projecto PRISMAC vai desenvolver, na sua primeira fase, um sistema de alerta e alarme precoce para prevenir os riscos de derrocadas e movimentos de vertente em Cabo Verde, Açores e Canárias, anunciou hoje o coordenador.
A informação foi avançada por João Costa, à margem do Seminário Internacional “Ciência, Território e Riscos”, que decorre no Campus do Palmarejo Grande, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).
A iniciativa reúne entidades governamentais, universidades e institutos científicos dos três arquipélagos da Macaronésia, com o objectivo de estudar, mitigar e prevenir os impactos provocados pelos movimentos de massa, conhecidos como derrocadas.
O objectivo, segundo disse, é desenvolver sistemas de alerta e alarme precoce assentes em mecanismos tecnológicos.
“Pretendemos monitorizar os factores de risco e emitir avisos em tempo útil às autoridades, para que a população possa tomar as devidas medidas de prevenção quando houver dados que apontem para a iminência destes fenómenos”, explicou o responsável.
De acordo com João Costa, os movimentos de vertente representam uma ameaça frequente nos três arquipélagos, afectando infra-estruturas públicas, vias de acesso, actividades económicas e colocando em risco vidas humanas.
“No caso dos Açores e das Canárias, o nosso foco primordial está nas infra-estruturas públicas, avaliando como estes fenómenos põem em perigo vidas humanas e paralisam as actividades económicas”, sublinhou.
O coordenador apontou que o projecto integra uma forte componente de inovação tecnológica e investigação científica, mobilizando peritos das áreas de engenharia, protecção civil, vulcanologia e ordenamento do território.
O PRISMAC (Análise, Mitigação e Gestão do Risco de Movimentos de Vertente Potenciados pelas Alterações Climáticas na Macaronésia) é co-financiado pelo programa comunitário INTERREG MAC 2021-2027. Esta primeira fase estender-se-á por quatro anos, sendo integralmente dedicada à colecta de dados científicos e ao desenho de metodologias de gestão de risco.
O seminário internacional, que se estende até ao dia 29 de Maio na capital, reserva ainda debates sobre os impactos da histórica tempestade Erin na ilha de São Vicente, acções de capacitação técnica em cartografia e um roteiro geológico e cultural pelo interior de Santiago.
LT/CP
Inforpress/Fim
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