
Cidade da Praia, 25 Mar (Inforpress) – O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, classificou hoje como um “marco histórico e estruturante” a realização do primeiro transplante renal em solo cabo-verdiano, destacando ganhos directos na qualidade de vida dos pacientes e na economia do país.
Ao intervir na abertura do primeiro encontro dos Pontos Focais de Farmacovigilância, na cidade da Praia, o governante assinalou que, mais do que a celebração de uma cirurgia inédita, o impacto real reside na continuidade do programa.
Para Jorge Figueiredo, o sucesso do procedimento, ocorrido a 24 de Março, não deve ser visto como um evento isolado, mas o início de uma “nova era” na prestação de cuidados de saúde.
“O mais importante serão os transplantes que virão a seguir. É criar mais uma oportunidade de prestar melhores cuidados às pessoas que sofrem de insuficiência renal”, afirmou.
Ao recordar o percurso do país, lembrou que, no passado, os doentes eram transferidos para Portugal para ali permanecerem o resto da vida. Com a evolução da cooperação técnica e o reforço das equipas locais, Cabo Verde passou a tratar os pacientes em solo nacional e atinge agora o patamar da transplantação.
Para o ministro, o transplante representa um “renascimento” para os pacientes que dependiam de sessões de hemodiálise três vezes por semana. “Damos a oportunidade de terem um rim novo, uma vida nova, completamente diferente daquela que tinham”, reforçou.
Além do impacto humano, o titular da pasta da Saúde apontou benefícios significativos para os cofres do Estado. Segundo os dados apresentados, o custo de manutenção de um paciente transplantado é reduzido para menos de metade (50%) em comparação com os custos contínuos da hemodiálise, tornando o sistema de saúde mais sustentável.
O ministro concluiu reforçando que este passo faz parte de uma evolução de 50 anos e apelou ao compromisso contínuo de formação dos profissionais, mantendo o “cidadão cabo-verdiano” no centro da acção.
O primeiro transplante renal na história de Cabo Verde foi realizado com sucesso esta terça-feira, 24, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, com o apoio técnico de uma equipa médica portuguesa.
PC/CP
Inforpress/Fim
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