
Teerão, 31 Ago (Inforpress) – O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou hoje que o país "não procura a guerra", mas responderá às "agressões", após ataques entre os Estados Unidos e o Irão durante a noite.
"Não procuramos a guerra, e esta é a mensagem clara que transmitimos ao mundo (...) mas nunca ficaremos de braços cruzados perante agressões e responderemos de forma contundente", afirmou Pezeshkian, em Teerão, antes de partir para o Quirguistão, onde participará na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), segundo a agência oficial Fars.
O chefe de Estado iraniano salientou que a "instabilidade" na região não beneficia nenhum país e representa "um desafio para todos".
As declarações de Pezeshkian surgiram depois de os Estados Unidos terem atacado a ilha iraniana de Larak, na primeira ação militar norte-americana contra Teerão em cerca de um mês.
As forças norte-americanas realizaram um ataque "de precisão" contra duas plataformas de lançamento de foguetes carregados com minas marítimas, que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).
O Centcom afirmou, numa mensagem publicada na rede social X, que a colocação de minas pela Guarda Revolucionária iraniana representava "uma ameaça iminente" no estreito de Ormuz.
"Na essência, o Irão criou a ameaça e as Forças Armadas norte-americanas eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial", acrescentou.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter respondido com um ataque contra duas bases norte-americanas na Jordânia, em retaliação pelo bombardeamento dos Estados Unidos contra Larak.
Num comunicado divulgado por várias agências iranianas, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado uma operação combinada com mísseis e drones contra as bases de Al Azraq e Rei Hussein, causando "grandes danos", sem que tenha sido possível confirmar o impacto nos referidos alvos.
O Exército jordano informou que os sistemas de defesa aérea intercetaram oito mísseis no espaço aéreo do país, sem registo de vítimas ou danos.
Inforpress/Lusa
Fim
Partilhar