
Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) – A selecção de futebol de Cabo Verde, que se estreou este ano no Mundial da FIFA, vai ser condecorada hoje à tarde com o primeiro grau da Ordem Amílcar Cabral pelo Presidente da República, José Maria Neves.
Trata-se de um agraciamento “em reconhecimento pelos extraordinários serviços prestados à Nação, pela contribuição excepcional para o prestígio internacional de Cabo Verde, pelo reforço da unidade e da autoestima nacionais e pelo exemplo transmitido às presentes e futuras gerações”.
De acordo com o Decreto-Presidencial número 24/2026 de 10 de Agosto, citado pela Presidência da República, o Chefe de Estado recorda que “a qualificação inédita da Seleção Nacional de Futebol para a fase final do Campeonato do Mundo da FIFA de 2026 representa uma das mais elevadas expressões” do “percurso coletivo” de Cabo Verde enquanto país independente e soberano.
Para o Chefe de Estado, o combinado cabo-verdiano soube simbolizar “a capacidade de uma Nação insular de transformar limitações em oportunidades, talento em excelência e ambição em realização.
“Após cinco décadas de construção nacional e de progressiva afirmação no mundo, “a histórica participação dos Tubarões Azuis na mais prestigiada competição mundial de futebol transcendeu o domínio estritamente desportivo, constituindo um poderoso momento de afirmação nacional e de projeção internacional de Cabo Verde, lê-se na missiva.
Ao longo da competição, lê-se, Cabo Verde afirmou-se entre as melhores selecções do mundo, demonstrando, uma vez mais, que a grandeza de uma Nação não se mede pela sua dimensão territorial e demográfica, mas pela força dos seus valores, pela união do seu povo, pela capacidade de transformar adversidades em oportunidades e pela determinação com que prossegue os seus mais elevados desígnios”.
Segundo o Decreto Presidencial, foi uma expressão de reconhecimento de todos os feitos do combinado nacional que uniram as ilhas e a Diáspora em torno da mesma bandeira, sentimento de orgulho, pertença e esperança.
Esta conquista histórica é, igualmente, considerada “tributária do trabalho, da dedicação e da perseverança de sucessivas gerações de atletas, treinadores, dirigentes, técnicos e demais agentes desportivos que, ao longo de décadas e muitas vezes perante significativas limitações materiais e estruturais, contribuíram para o desenvolvimento do desporto nacional,”.
O Chefe de Estado reconhece que estes “elevaram o nome de Cabo Verde nas mais diversas competições e criaram as condições para que este feito histórico se tornasse possível”.
“Ao distinguir a Seleção Nacional de Futebol, a República de Cabo Verde presta igualmente homenagem a todos os que, dentro e fora do país, contribuíram para tornar possível este percurso, reconhecendo na sua dedicação uma expressão exemplar dos valores do patriotismo, unidade, mérito, superação, serviço e compromisso com o bem comum que inspiram a Ordem Amílcar Cabral”, remata a carta presidencial.
SR/HF
Inforpress/Fim
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