Presidenciais2026: Gilson Alves nega ameaça direta a José Maria Neves com declaração sobre fuzilamento

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Presidenciais2026: Gilson Alves nega ameaça direta a José Maria Neves com declaração sobre fuzilamento
30/10/26 - 10:55 am

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – O candidato a Presidente da República Gilson Alves negou hoje ter ameaçado diretamente José Maria Neves com o fuzilamento, afirmando que se tratou de uma hipótese cuja aplicação exigiria alterações legais e constitucionais e sua condenação por corrupção. 

Em contacto com eleitores do Bairro Craveiro Lopes, onde foi questionado sobre tais afirmações, Gilson Alves explicou que a sua declaração, feita durante um debate da TCV, deve ser interpretada no contexto da sua defesa da aplicação da pena de morte a políticos e funcionários públicos condenados por corrupção.

“Se ele for condenado e considerado por um tribunal culpado de corrupção, ele podia ser o primeiro candidato à pena de morte”, afirmou, acrescentando que tal cenário só seria possível caso Cabo Verde adotasse esse tipo de sanção.

Questionado sobre o caráter agressivo da expressão utilizada, Gilson Alves defendeu o direito dos candidatos de recorrerem a diferentes estratégias de comunicação durante a campanha eleitoral, desde que respeitem a lei.

Na sua perspetiva, a disputa eleitoral constitui uma “guerra de ideias” e uma “luta de vontades”, na qual os candidatos procuram formas de ampliar o impacto das suas mensagens junto do eleitorado.

Relativamente ao o significado da expressão “Me Ne Frego” que tem utilizado publicamente e que tem sido associada, nas redes sociais, ao regime fascista italiano, o candidato explicou que a frase tem origem numa expressão utilizada por soldados durante a Primeira Guerra Mundial, antes do surgimento do fascismo, como forma de ganhar coragem perante o risco de morte nas trincheiras.

Gilson Alves afirmou que adotou a expressão [em português, “eu não me importo” ou “não estou nem aí”] como um incentivo pessoal para continuar a defender as suas ideias, apesar das reações e controvérsias que têm provocado.

“É uma forma de dizer que, independentemente da minha opinião, dar no que der, mesmo que eu tenha de sofrer consequências físicas contra a minha vida, a minha estabilidade pessoal e emocional”, reforçou.

Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito de Sousa.

Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.

WM/AA

Inforpress/Fim

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