
Cidade da Assomada, 07 Nov (Inforpress) – O candidato a Presidente da República Gilson Alves garantiu hoje em Assomada que, se for eleito, não criará um estatuto para a primeira-dama nem atribuirá privilégios a familiares” por considerar tais encargos injustificados para os contribuintes.
Em uma acção de campanha na cidade de Assomada, município de Santa Catarina de Santiago, o candidato defendeu que a esposa e os filhos do Presidente devem permanecer na esfera privada, cabendo ao chefe de Estado respeitar e proteger a intimidade da família, sem impor ao país responsabilidades financeiras “decorrentes de funções para as quais essas pessoas não foram eleitas”.
“Não vamos ter na minha presidência qualquer estatuto para primeira-dama, nem para primeiro filho, nem para primeiro amigo, nem para coisa nenhuma”, reforçou.
Gilson Alves considerou que a família dos titulares de cargos políticos “deve ser protegida, mas não deve beneficiar de um estatuto especial”, e questionou a atribuição de salários elevados a pessoas que não foram escolhidas pelo voto popular.
Na sua perspectiva, o Presidente da República deve assumir-se como “o primeiro cidadão da Nação, o primeiro exemplo e uma referência de virtude e de valores”, colocando o interesse nacional acima da exposição da sua vida familiar.
Gilson Alves, que fez campanha no dia de hoje na feira livre de Assomada, no município de Santa Catarina de Santiago, destacou ainda o simbolismo histórico da expressão “Tudo homi nasci pa mori um dia”, inscrita no seu boné, que, segundo explicou, tem origem na luta clandestina contra o colonialismo português.
Gilson Alves recordou que a expressão era utilizada pelos combatentes da clandestinidade na região de Assomada para encorajar os patriotas perante o risco de serem capturados, torturados ou mortos pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE).
Para o candidato, a mensagem constitui uma lição de coragem e determinação para os que lutam pela liberdade, pela mudança de regime, pelo restabelecimento da justiça e pela dignidade em Cabo Verde.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/AA
Inforpress/Fim
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