
Cidade da Praia, 31 Out (Inforpress) – O candidato à Presidência da República Gilson Alves advogou hoje, na Cidade Velha, o reforço da preservação do património histórico nacional como elemento fundamental para consolidar a identidade e o orgulho dos cabo-verdianos.
A posição foi manifestada durante uma visita ao Sítio Histórico da Cidade Velha, no município de Ribeira Grande de Santiago, onde o candidato destacou a importância daquele espaço enquanto referência das origens da nacionalidade cabo-verdiana e da construção da identidade do país.
Segundo Gilson Alves, conhecer a história nacional, desde os primórdios da formação da nação até à actualidade, permite compreender o percurso de Cabo Verde e criar uma ligação mais profunda dos cidadãos com o país.
“É conhecendo a nossa história, o nosso berço, que nós temos um sentimento de pertença”, afirmou, sustentando que o conhecimento do passado e do presente constitui uma condição para planear o futuro.
O candidato considerou ainda que o orgulho nacional deve servir de motivação para a transformação do país, recordando o percurso de luta que conduziu à conquista da independência em 1975.
Relativamente à conservação da Cidade Velha, o aspirante ao Palácio do Platô enalteceu o estado de preservação de espaços emblemáticos, como a Rua Banana e a zona do Pelourinho, salientando a importância de respeitar as regras arquitectónicas e de reabilitação dos edifícios históricos.
Na sua perspectiva, a experiência de conservação daquele sítio deve servir de referência para a protecção de outros espaços históricos do arquipélago, nomeadamente nas cidades do Mindelo, Porto Novo e Praia.
Questionado sobre a liberdade religiosa, na sequência da visita à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Gilson Alves defendeu que esta constitui um direito fundamental, mas deve permanecer no âmbito das convicções individuais.
O candidato declarou-se favorável à separação entre a religião e o Estado, considerando que a ciência, a política e a religião não devem misturar-se.
Gilson Alves revelou ainda que, durante a passagem pela igreja, recordou a mãe e a avó, que descreveu como pessoas muito religiosas e que tiveram influência na sua formação pessoal, apesar de se considerar actualmente uma pessoa laica e defensora da liberdade de consciência.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/CP
Inforpress/Fim
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