
Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – O candidato Casimiro de Pina defendeu quinta-feira, 29, que a morosidade judicial não é o único problema da Justiça cabo-verdiana, apontando também a selectividade dos tribunais e a cultura jurídica como questões que merecem uma reflexão profunda.
Questionado sobre a morosidade da Justiça e as propostas concretas que pretende apresentar caso seja eleito nas eleições presidenciais de 2026, Casimiro de Pina afirmou tratar-se de uma matéria que merece uma reflexão profunda.
O candidato reconheceu que já foram registadas melhorias no sector, mas acrescentou que o debate sobre a Justiça não deve ficar limitado à demora na resolução dos processos.
"É verdade que já houve melhorias, mas é preciso ter atenção: a questão da Justiça não se limita à morosidade dos processos judiciais, como temos vindo a ouvir alguns deputados e analistas dizerem, sem, contudo, aprofundarem verdadeiramente esta problemática", disse.
Entre as questões que considera preocupantes, destacou a selectividade na Justiça, referindo que, em determinadas situações, algumas decisões e atitudes dos tribunais deixam os cidadãos cabo-verdianos preocupados.
Segundo Casimiro de Pina, não é por acaso que vários analistas têm vindo a chamar a atenção para este problema.
Na sua perspectiva, a selectividade está associada a uma questão mais profunda, relacionada com a própria cultura jurídica.
Neste sentido, afirmou que, caso seja eleito, a sua acção será centrada na questão da Justiça, tendo em conta que, apesar das melhorias registadas, ainda existem situações de injustiça em Cabo Verde.
"Enquanto candidato, a minha acção será centrada na questão da Justiça, porque ainda existem situações de injustiça em Cabo Verde", afirmou.
No âmbito da sua candidatura às presidenciais de 2026, Casimiro de Pina apelou ao voto de confiança dos cabo-verdianos, manifestando a intenção de conquistar a "medalha de ouro", depois de ter alcançado o terceiro lugar nas eleições de 2021.
O candidato viajou hoje para os Estados Unidos da América, onde vai lançar a sua candidatura presidencial, permanecendo naquele país durante três dias.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito Tavares de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
JBR/HF
Inforpress/Fim
Partilhar