
Cidade da Praia, 01 Ago (Inforpress) - Hiacistas e taxistas manifestaram hoje indignação com o aumento dos preços dos combustíveis pelo que pediram a revisão das tarifas dos transportes públicos e medidas de compensação por parte do Governo, face ao agravamento dos custos da actividade.
Em declarações à Inforpress, o condutor da linha Praia/Tarrafal Sidónio Martins afirmou que a classe enfrenta dificuldades crescentes devido às sucessivas actualizações dos preços dos combustíveis, sem que haja uma correspondente revisão das tarifas cobradas aos passageiros.
Segundo o motorista, os profissionais do sector suportam diversas despesas relacionadas com a actividade e pretendem conhecer as razões que justificam os aumentos para que possam ser encontradas soluções.
Sidónio Martins defendeu ainda que a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) deve ter em conta o impacto dos aumentos sobre os transportadores, considerando necessária a actualização das tarifas para compensar os custos acrescidos.
Também o condutor Nelson Tavares, da linha Praia/Assomada, considerou que a subida dos combustíveis tem impactos económicos significativos para os operadores de transporte, uma vez que os preços das viagens permanecem inalterados.
O motorista apelou igualmente à revisão das tarifas e à adopção de medidas de alívio fiscal, referindo que os hiacistas pagam cerca de sete mil escudos em impostos trimestrais, valor que, na sua opinião, poderia ser reduzido para minimizar os efeitos do aumento dos custos operacionais.
Nelson Tavares sublinhou ainda que a manutenção de viaturas, sobretudo dos veículos do tipo hiace, implica despesas elevadas com peças, reparações e outros encargos, dificultando a obtenção de poupanças no final de cada mês.
Por seu lado, o taxista Janito Moreira, partilhou da mesma opinião dos outros condutores de hiaces de que é preciso rever a actualização dos preços dos transportes para que todos tenham um rendimento positivo no seu trabalho.
Segundo contou está cada vez mais difícil trabalhar neste ramo porque, segundo explicou, enfrentam desafios a nível de fretes, combustíveis e de clientes que muitas vezes reclamam dos preços.
A ARME anunciou que os preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde registam, a partir de hoje, um aumento médio de 6,86%.
De acordo com a entidade reguladora, a gasolina passa a custar 168,10 escudos por litro, gasóleo normal sobe para 157,60 escudos por litro, o gasóleo para electricidade passa a custar 143,10 escudos por litro e o gasóleo para a marinha será vendido a 125,00 escudos por litro.
O petróleo passa a custar 181,10 escudos por litro, o fuelóleo 380 fixa-se em 88,40 escudos por quilograma e o fuelóleo 180 em 95,20 escudos por quilograma.
A ARME detalha que, individualmente, as cotações médias do butano, da gasolina, do Jet A1, do gasóleo ULSD e do fuelóleo 0,5% aumentaram 1,66%, 8,58%, 14,16%, 19,50% e 2,05%, respectivamente.
O regulador explicou que, no mês de Julho, a cotação média do petróleo Brent nos mercados internacionais foi de 83,01 dólares americanos por barril, registando um decréscimo de 1,87% face à cotação média de Junho, que se situou nos 84,60 dólares americanos por barril.
De acordo com a ARME, um dos principais factores para a descida da cotação internacional do petróleo em Julho esteve relacionado com o aumento do optimismo em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
DG/AA
Inforpress/Fim
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