
Cidade da Praia, 13 Set (Inforpress) - O regresso da “Mon na Txon” ao espaço tradicional do Sucupira, na cidade da Praia, ficou hoje marcado por dificuldades na distribuição dos lugares, com várias bancas ainda por montar durante a manhã.
A feira de domingo voltou hoje ao espaço onde tradicionalmente decorria, depois de um período na Avenida Cidade de Lisboa, e passou a funcionar numa área dotada de uma cobertura colorida em lona tensionada, modelo “Asa Delta”, instalada pela Câmara Municipal da Praia através do Serviço Público de Abastecimento do Município da Praia (SEPAMP).
Numa ronda realizada pela Inforpress no local, por volta das 11:00, foi possível constatar que várias bancas ainda não tinham sido montadas, enquanto alguns vendedores permaneciam fora da área coberta, aguardando pela definição dos respectivos espaços.
Entre os feirantes ouvidos pela Inforpress, há relatos de dificuldades na identificação dos lugares atribuídos, bem como descontentamento com a dimensão dos espaços disponibilizados.
Segundo uma das vendedoras, foram atribuídos cerca de dois metros por feirante, medida que considera insuficiente para acomodar a mercadoria.
A situação está também relacionada com o processo de recenseamento realizado para a reorganização da feira, que incluiu a atribuição de números aos postos de venda.
Alguns feirantes com vários anos de actividade dizem não ter encontrado o espaço que esperavam, enquanto relatam casos de vendedores que, apesar de estarem temporariamente em Cabo Verde, conseguiram um lugar após o cadastro.
Yara Pereira, que diz ter quase dez anos de actividade na feira, manifestou satisfação com o regresso ao espaço, mas lamentou não ter conseguido montar a sua banca durante a manhã e defendeu uma solução para a distribuição dos lugares.
“Estou contente com o que está a acontecer, espero que a situação melhore, porque hoje já está quase meio-dia e ainda não consegui vender”, relatou.
Outra feirante, Jerónima Tavares, com cinco anos de permanência na feira, disse ter encontrado dificuldades para localizar o espaço que lhe foi atribuído e questionou a dimensão disponibilizada para os vendedores.
“Dois metros são muito pouco. Pelo menos três metros e meio ou quatro metros seria melhor para colocar as coisas”, afirmou.
Os relatos surgem num contexto em que a Câmara Municipal da Praia tinha anunciado a reorganização da feira, com divisão por sectores, identificação dos vendedores, numeração dos postos e distribuição segundo a tipologia dos produtos.
A autarquia tinha também indicado que a nova cobertura deveria proporcionar melhores condições de sombra, segurança, circulação e bem-estar aos feirantes e clientes.
Durante a manhã, alguns vendedores optaram por permanecer fora da área coberta, enquanto outros aguardavam pela definição dos espaços ou pela possibilidade de montar as bancas.
Contactado pela Inforpress sobre os constrangimentos registados no primeiro dia de funcionamento no novo espaço, o administrador do SEPAMP, Ivan Brito, disse que a entidade ainda está a realizar um levantamento interno antes de assumir um posicionamento institucional sobre a situação.
Acrescentou que posteriormente fará o posicionamento do SEPAMP sobre a situação.
A Feira de Domingo regressou ao Sucupira depois da transferência temporária para a Avenida Cidade de Lisboa, motivada pelas obras de requalificação da área envolvente do mercado.
KF/CP
Inforpress/Fim
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