
Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúne, durante três dias na Praia, analistas para reforçar o alerta precoce, destacando como principal desafio a vontade política para transformar dados em decisões eficazes de prevenção de conflitos.
Em declarações à imprensa, a directora interina do gabinete de alerta precoce do vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Onyinye Onwuka, explicou que a acçao formativa que decorre de hoje a 24 de Abril na cidade da Praia, enquadra-se num esforço contínuo de capacitação iniciado em 2014.
Reconheceu, no entanto, que a referida organização enfrenta inúmeros desafios relacionados à segurança, mudanças climáticas, saúde e diferentes formas de crime, que exigem mecanismos de resposta rápidos, coordenados e eficazes.
“Esta iniciativa é um treinamento para os analistas de governança da arquitectura nacional”, afirmou, sublinhando que a iniciativa abrange cinco áreas temáticas, nomeadamente governação e direitos humanos, segurança, ambiente, saúde e ameaças transnacionais.
Segundo aquela responsável, o objectivo é adaptar as competências dos analistas às novas dinâmicas regionais.
“A CEDEAO está consciente de que as práticas da governança mudaram. Nós temos incursões dos militares, mudanças constitucionais, instituições fracas, e pensamos que devemos melhorar a capacidade a nível nacional”, disse.
Sobre o papel do sistema de alerta precoce, destacou a sua importância na prevenção de conflitos.
“Você não pode prevenir o que você não entende. Então, a acção de alerta ganha informação, ganha dados, faz a análise, e essa análise é traduzida em um formato acionável para as autoridades”, explicou.
Ainda assim, apontou desafios, sobretudo ao nível da articulação política referindo que a implementação permanece a mesma e que o sistema “não é uma condenação inicial, mas uma chamada para aderir à ciência e evitar uma situação de conflito”.
Por sua vez, a conselheira política e representante interina da CEDEAO em Cabo Verde, Kelly Lopes, destacou a pertinência da formação face ao contexto regional.
“A utilidade deste encontro tem a ver com o contexto actual que nós vivemos na nossa sub-região, com instabilidade que pode ser extensível a outros países”, afirmou.
Segundo explicou, a capacitação contínua dos analistas é essencial para melhorar a resposta a riscos emergentes.
“Quanto melhor capacitados, com mais informações e capacidade de apresentar soluções, melhor serão as respostas a serem dadas em função dos perigos iminentes”, disse acrescentando que estes encontros permitem harmonizar conhecimentos e fortalecer o sistema regional.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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