
Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) – A British International School Cabo Verde inicia as actividades lectivas na quarta-feira, 16, com 52 alunos dos três aos 11 anos, numa oferta educativa baseada no currículo internacional de Cambridge e leccionada maioritariamente em inglês.
A instituição, de carácter privado, estabelece uma mensalidade de 300 euros para alunos cabo-verdianos, enquanto estudantes de outras nacionalidades pagam 550 euros. Na pré-escola, o valor fixado é de 250 euros.
Em declarações à Imprensa, após o acto de inauguração da escola, o director da British International School Cabo Verde, William Arthur, considerou que o currículo adoptado é utilizado em mais de dez mil escolas de 162 países, permitindo que os alunos tenham uma formação com padrões curriculares semelhantes aos de outras instituições internacionais.
“Nós usamos o Curriculum Internacional de Cambridge, não o nosso próprio currículo”, afirmou William Arthur, acrescentando que a opção permite uma maior facilidade de adaptação dos alunos caso tenham de continuar os estudos noutro país.
Cada criança terá 11 disciplinas, incluindo Matemática, Inglês e Tecnologias de Informação e Comunicação (ICT), enquanto a língua portuguesa será leccionada durante três horas semanais.
A escola recebe este ano alunos dos três aos 11 anos e prevê alargar, no próximo ano lectivo, a oferta educativa para a faixa etária dos 11 aos 15 anos.
As aulas decorrem de segunda a quinta-feira, das 08:30 às 16:00, enquanto às sextas-feiras funcionam das 08:30 às 12:00.
As actividades extracurriculares, previstas entre as 16:00 e as 17:00, terão início duas semanas depois do arranque das aulas.
Sobre a organização das turmas, a escola estabeleceu um máximo de 12 alunos para as classes dos três e quatro anos e de 16 alunos nas restantes turmas.
O corpo docente é constituído por dois a três professores cabo-verdianos, sendo os restantes recrutados no exterior, segundo o director.
A escola integra igualmente a comunidade do Conselho das Escolas Internacionais e está sujeita a padrões internacionais nas áreas do ensino, saúde e segurança.
Questionado sobre as dificuldades encontradas durante a implementação do projecto, o director apontou o abastecimento de água como o principal desafio enfrentado pela instituição.
“Para uma escola é um pouco desafiante, a higiene é importante, a saúde e a segurança são importantes”, afirmou, referindo-se à irregularidade no fornecimento de água.
William Arthur indicou que a criação da escola em Cabo Verde resulta de conversações iniciadas há alguns anos e do envolvimento da Embaixada do Reino Unido, que decidiu impulsionar a concretização do projecto.
Com o início das aulas marcado para quarta-feira, o responsável manifestou satisfação com a entrada em funcionamento da instituição e com a chegada dos primeiros alunos.
CG/AA
Inforpress/Fim
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