
Porto Novo, 04 Jul (Inforpress) – Os técnicos e voluntários estão prontos para mais uma época de protecção das tartarugas marinhas em Santo Antão, com a conclusão de uma formação sobre metodologias e procedimentos de monitorização desta espécie em vias de extinção.
A garantia foi dada hoje pela Terrimar, uma associação de cariz ambiental que coordena a época de desova das tartarugas marinhas em Santo Antão, a qual arrancou em Junho, com o registou dos primeiros ninhos nas praias do Curralinho e Barca (Porto Novo) e Cruzinha (Ribeira Grande).
A Terrimar informou que graças à formação, concluída recentemente, o pessoal está dotado de conhecimentos sobre metodologias de monitorização, identificação e proteção de ninhos, recolha de dados e procedimentos de actuação em campo, promovendo uma abordagem mais eficaz e padronizada para a conservação da espécie.
“Estamos prontos para mais uma época de monitorização, unidos pelo mesmo objetivo, que é proteger as tartarugas marinhas e os nossos ecossistemas costeiros”, revelou esta organização ambiental.
A Terrimar realiza anualmente, entre Junho e Outubro, a sua campanha de proteção das tartarugas marinhas, com acções de prospecção de praias, identificação de ninhos e de monitoramento de rastos, envolvendo técnicos, voluntários e as comunidades.
A associação completou, em Maio, 15 anos de existência, tendo neste período registado quase 15 mil ninhos de tartarugas marinhas, tendo colocado no mar cerca de 14 mil tartaruguinhas.
A Terrimar revelou que a apanha desta espécie em Santo Antão reduziu-se para 90 por cento (%) nos últimos anos, graças ao envolvimento de mais de uma centena de voluntários e 17 biólogos.
JM/AA
Inforpress/Fim
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