Porto Novo, 27 Out (Inforpress) – A ministra das Pescas prometeu na segunda-feira, 26, trabalhar com a autarquia porto-novense e com a associação dos pescadores e peixeiras na operacionalização do mercado de peixe da cidade do Porto Novo, em Santo Antão.
Eveline Ramos, que falava à imprensa no término de uma visita ao município do Porto Novo, disse estar ciente da situação do mercado, que nunca chegou a entrar em funcionamento, reiterando a sua disponibilidade em trabalhar com a câmara municipal e com a classe na abertura do espaço, construído em 2022.
“Há um projecto da câmara municipal para melhorar a estrutura do mercado, estamos cientes da situação e vamos trabalhar na criação de condições necessárias para operacionalizar o mercado de peixe”, sublinhou a ministra, que visitou as instalações da infra-estrutura.
A titular da pasta das Pescas foi também confrontada com a preocupação dos pescadores sobre a necessidade de uma câmara hiperbárica no Porto Novo, prometendo equacionar a aquisição do equipamento no âmbito do Fundo Autónomo das Pescas.
De acordo com a associação dos pescadores, muitos jovens, vítimas de acidente de mergulho, estão em cadeira de rodas devido à falta do tratamento adequado, pedindo ao Governo a instalação de uma câmara hiperbárica no Porto Novo.
Para esta organização, a vida dos mergulhadores está em causa, razão pela qual entende tratar-se de “um investimento necessário”.
A casa e a praça dos pescadores, na cidade do Porto Novo, são outros projectos, cuja implementação vai contar com o envolvimento do Ministério das Pescas, afiançou Eveline Ramos.
Durante a sua estada no Porto Novo, a ministra das Pescas anunciou uma série de medidas para o sector, destacando-se a formação e organização dos operadores e a introdução da classe no sistema de previdência social.
A criação do seguro para o sector das pescas, a aquisição de embarcações maiores para a pesca semi-industrial e industrial e a organização da cadeia de valor são outras medidas anunciadas pela titular da pasta das pescas.
O mercado de peixe, que custou mais de 20 mil contos, montante cofinanciado pela Cooperação Luxemburguesa, continua de portas fechadas, enquanto as peixeiras continuam a vender o pescado nas ruas.
As peixeiras têm alegado má localização e necessidade de melhorar a cobertura do espaço para justificar a recusa em ocupar o mercado de peixe.
JM/AA
Inforpress/Fim
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