Porto Novo: Educação e Saúde criam equipa multidisciplinar para intervenção nas escolas face ao surto de conjuntivite

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Porto Novo: Educação e Saúde criam equipa multidisciplinar para intervenção nas escolas face ao surto de conjuntivite
27/10/26 - 06:37 pm

Porto Novo, 27 Out (Inforpress) – O delegado do Ministério da Educação no Porto Novo informou hoje que está a ser montada, em parceria com a delegacia de saúde, uma equipa multidisciplinar para intervenção nas escolas, face ao surto de conjuntivite neste município.

Elísio Rocha disse à Inforpress que, nos últimos cinco dias, foram atendidas mais de 200 pessoas no centro de saúde do Porto Novo, na sua maioria crianças em idade escolar, condicionando assim o acesso das mesmas às escolas.

“Neste sentido, a delegação do Ministério da Educação, em parceria com a Delegacia de Saúde do Porto Novo, está a montar uma equipa multidisciplinar para um plano de deslocação às escolas do concelho, a partir desta quarta-feira, 28, “tendo em conta o alto nível de contágio, que se vem registando”.

O delegado do Ministério da Educação apelou à população a adopção de medidas reforçadas de higiene, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde, no sentido de prevenir o alastramento do surto de conjuntivite.

Em nota enviada às instituições, o delegado de Saúde do Porto Novo, Nuno Semedo, pediu a colaboração dos serviços públicos e privados “na implementação e divulgação das medidas preventivas” junto dos seus colaboradores, utentes, alunos e das comunidades.

Entre as medidas, se destacam a necessidade de reforçar a lavagem frequente das mãos com água e sabão, evitar tocar ou esfregar os olhos, sobretudo com as mãos não lavadas e não partilhar toalhas, lenços, almofadas, produtos de higiene pessoal ou outros objectos que possam estar contaminados.

A nota a que a Inforpress teve acesso explica ainda que é preciso reforçar a limpeza e desinfecção regular de superfícies e objectos de utilização frequente, incluindo mesas, maçanetas, equipamentos de trabalho, materiais escolares e brinquedos.

As autoridades sanitárias exortam as instituições a garantirem a disponibilidade de água, sabão e outros materiais necessários à higiene das mãos e promover a ventilação adequada dos espaços fechados.

Outras medidas têm que ver com a necessidade de sensibilizar os colaboradores, alunos e utentes para o reconhecimento dos principais sinais e sintomas, nomeadamente vermelhidão ocular, lacrimejamento, comichão, sensação de corpo estranho e secreção ocular.

Nas escolas e jardins de infância, as autoridades sanitárias sugerem que sejam informados aos encarregados de educação e orientar a permanência das crianças em casa quando o seu estado clínico o justificar ou enquanto existir “risco relevante de transmissão”.

O delegado de saúde solicita, através da nota, aos responsáveis de cada instituição que reforcem as medidas de higiene nos respectivos locais de trabalho e assegurem a sensibilização regular dos seus colaboradores e utentes.

A contenção deste surto de conjuntivite depende da colaboração articulada entre os serviços de saúde, as instituições de ensino, os serviços públicos, as entidades municipais e toda a comunidade, concluiu o delegado de saúde.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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