
Porto Novo, 02 Set (Inforpress) – O presidente da Assembleia Municipal do Porto Novo, João Fonseca, pediu hoje a discriminação positiva para este município, avisando que as assimetrias regionais continuam a sufocar este concelho, o maior da ilha de Santo Antão.
Porto Novo, explicou João Fonseca, enfrenta desafios a nível da saúde, do desemprego que empurra os jovens para a emigração, o isolamento das localidades e o problema crónico de habitação condigna para a maioria das famílias.
“Desde púlpito, faço um apelo ao Governo: Porto Novo precisa e merece a discriminação positiva. Não podemos falar de coesão territorial se as assimetrias regionais continuam a sufocar o maior município de Santo Antão”, notou este autarca.
Para o presidente da assembleia municipal, o desenvolvimento de Cabo Verde só será pleno quando as comunidades rurais tiverem as mesmas oportunidades que o meio urbano.
Porém, João Fonseca reconheceu “avanços significativos” neste município graças ao trabalho de todos aqueles que, nesses 64 anos, se envolveram no processo de desenvolvimento deste concelho.
O presidente da Assembleia Municipal do Porto Novo referiu-se também ao poder local democrático no país que, segundo ele, representa “uma das conquistas que não pode ser abandonada à sua sorte”.
Para João Fonseca, o processo de descentralização e de reforço das competências das autarquias locais “deve ser acompanhado do respetivo envelope financeiro”, defendendo ainda maior autonomia financeira para as assembleias municipais.
Porto Novo comemora hoje o Dia do Município, feriado municipal, efeméride que coincide com o 64º aniversário de criação deste concelho.
Além do Dia do Município e dos os 64 anos de criação deste concelho, o dia 02 de Setembro marca ainda os 21 anos de elevação da então vila do Porto Novo à condição de cidade.
O concelho do Porto Novo foi criado em 1962, através do diploma legislativo ministerial, publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde número 35, de 02 de Setembro de 1962, assinado pelo então ministro do ultramar, Adriano Moreira.
JM/ZS
Inforpress/Fim
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