
Porto Novo, 20 Mai (Inforpress) – Os agricultores no município do Porto Novo, em Santo Antão, manifestaram hoje expectativa de que o próximo governo venha a apostar na mobilização de água para suprir a escassez existente, praticamente, em todos os vales agrícolas.
Abordados pela Inforpress, os agricultores dizem esperar do próximo governo “somente duas coisas”, quais sejam, o aumento da disponibilidade de água com aposta na prospecção e melhoria do acesso às zonas agrícolas para facilitar o escoamento.
Em Chã de Norte, o porta-voz dos produtores agrícolas, Dinelson Santos, avançou que a classe tem a esperança em que o próximo governo atenda a reivindicação dos lavradores quanto à necessidade de mais um furo nessa localidade.
Chã de Norte foi contemplada em 2015 com um furo, que permitiu a dezenas de famílias apostarem na agricultura, mas o caudal tem vindo a mostrar-se insuficiente para atender à demanda.
Por esta razão, segundo Dinelson Santos, os agricultores têm estado a pedir um segundo furo para Chã de Norte, zona que, a seu ver, precisa ainda de “uma estrada condigna” para facilitar o escoamento dos excedentes agrícolas.
Em Alto Mira, mais precisamente em Dominguinhas, os agricultores receiam “tempos difíceis” para a agricultura nessa zona, com “grande potencial” neste domínio, caso o Estado continue a adiar a construção da estrada de acesso.
O líder comunitário, Ilaurindo Baptista, explicou que a estrada de acesso constitui “o maior sonho” dos agricultores, que têm estado a perder grande parte da produção devido a dificuldades de escoamento.
Ainda em Alto Mira, os agricultores das zonas de Chã Dragoeiro e Faial dizem também esperar do próximo governo a aposta na mobilização de água, numa altura em que as nascentes têm vindo a diminuir os caudais devido à seca.
Na Ribeira da Cruz, os agricultores do perímetro de Morro Cavalo manifestaram a esperança em que “o programa de prospecção de água subterrânea, muitas vezes anunciado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, saia do papel com o próximo governo”, declarou o representante, José Lima.
Em Chã de Branquinho, os lavradores desejam que a estrada chegue às parcelas para auxiliar no escoamento dos produtos, conforme o porta-voz, Octávio Inocêncio.
Igualmente, em Casa de Meio, a escassez de água tem sido uma preocupação das várias dezenas de agricultores, que têm também a expectativa de que essa zona venha a merecer a atenção do futuro governo.
JM/AA
Inforpress/Fim
Partilhar