Órgãos: Sindicato denuncia alegada perseguição sindical e falta de condições de trabalho aos bombeiros

Inicio | Sociedade
Órgãos: Sindicato denuncia alegada perseguição sindical e falta de condições de trabalho aos bombeiros
07/07/26 - 01:04 pm

Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpress) - O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) denunciou hoje, na Praia, alegadas violações da liberdade sindical, perseguição aos bombeiros e falta de condições de trabalho na Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos.

O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, apresentou as denúncias durante uma conferência de imprensa na qual apontou alegadas irregularidades nas relações laborais entre a Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos e os bombeiros municipais.

Segundo o dirigente sindical, o município tem dificultado o exercício da actividade sindical ao não remeter ao sindicato o projecto de regulamento da corporação, apesar de, conforme referiu, existir um entendimento alcançado na Direcção-geral do Trabalho para que o documento fosse enviado à organização sindical antes da sua apreciação.

“A arma do sindicato é o diálogo, e se as partes recusam ao mesmo diálogo, as coisas complicam e induzem à falta de vontade política e ou administrativa para resolver as questões”, constatou.

Relatou ainda que na reunião realizada na segunda-feira entre o presidente da câmara e os bombeiros, o autarca terá abandonado o encontro após dirigir-se aos presentes, sem ouvir as preocupações dos trabalhadores, situação que classificou como desrespeitosa e prejudicial ao diálogo social.

O responsável anunciou que voltará a comunicar o caso à Direcção-geral do Trabalho, por entender que o acordo alcançado naquela instituição não foi cumprido.

Além das questões ligadas à liberdade do sindicato, o presidente do Siacsa apontou insuficiências ao nível das condições de trabalho da corporação, referindo a inexistência de ambulância operacional, falta de aparelhos de oxigénio, escassez de equipamentos de protecção e avarias nas viaturas de combate a incêndios.

Segundo Gilberto Lima, essas limitações comprometem a capacidade de resposta dos bombeiros e colocam em causa a segurança dos munícipes perante situações de emergência.

“Os munícipes estão à espera. Se houver um incêndio em suas casas, vão procurar apoio dos bombeiros. Onde estão os bombeiros? Os bombeiros não têm condições”, avançou.

Sobre a situação remuneratório, sustentou que os bombeiros de São Lourenço dos Órgãos recebem menos de 40 mil escudos mensais, já com subsídios incluídos, enquanto noutros municípios, como Santa Catarina, um bombeiro da primeira categoria pode auferir cerca de 65 a 67 mil escudos, após a aplicação do regulamento e da respectiva grelha salarial.

KF/AA

Inforpress/Fim

Partilhar