“Operação Aurora”: PJ detém mais nove suspeitos e eleva para 18 número de arguidos em prisão preventiva

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“Operação Aurora”: PJ detém mais nove suspeitos e eleva para 18 número de arguidos em prisão preventiva
03/10/26 - 02:10 pm

Espargos, 03 Out (Inforpress) – A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal do Sal, deteve mais nove pessoas no Sal no âmbito da "Operação Aurora", elevando para 25 o total de detidos numa investigação de abuso e exploração sexual de menores. 

Do total de implicados, 18 encontram-se em prisão preventiva.

De acordo com uma nota de imprensa enviada hoje pela PJ, as recentes acções policiais decorreram entre os dias 29 de Setembro e 02 de Outubro, abrangendo as localidades de Santa Maria, Murdeira e Espargos, na ilha do Sal, além do bairro de Safende, na Cidade da Praia.

Entre os nove indivíduos detidos nesta fase figuram oito homens, entre os quais um conhecido jornalista, e uma mulher mãe de uma das vítimas. 

Os suspeitos, de nacionalidade cabo-verdiana e espanhola, têm idades compreendidas entre os 18 e os 81 anos e são todos residentes na ilha do Sal.

As detenções foram efectuadas fora de flagrante delito, em cumprimento de mandados solicitados à Procuradoria da República da Comarca do Sal e executados pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas.

De acordo com a PJ, os detidos integravam uma alegada rede criminosa suspeita da prática dos crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores, em forma continuada.

A investigação da "Operação Aurora" teve início em Julho de 2025, na sequência de denúncias de crimes sexuais contra crianças. 

As autoridades assinalam que algumas das alegadas vítimas têm menos de 14 anos e que os abusos ocorriam desde 2023.

Apresentados ao primeiro interrogatório judicial entre 30 de Setembro e 02 de Outubro, o Tribunal Judicial da Comarca do Sal decretou a medida de coacção mais gravosa – prisão preventiva – para sete dos detidos. 

Aos restantes dois foram aplicadas as medidas de apresentação periódica às autoridades, proibição de saída da ilha do Sal e interdição de saída do país.

A Polícia Judiciária reafirmou o seu compromisso no combate à criminalidade grave contra crianças, sublinhando que, nos termos da lei, não divulga elementos que permitam identificar as vítimas ou os arguidos, e lembrou que a protecção dos menores é uma responsabilidade de toda a sociedade.

A instituição policial informou ainda que as investigações prosseguem. 

NA/AA

Inforpress/Fim

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