
Cidade da Praia, 30 Jul (Inforpress) – As redes sociais são usadas para recrutar vítimas de tráfico, alertou hoje o presidente do Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas, José Luís Vaz, à margem do III Fórum Nacional Contra o Tráfico de Pessoas.
Na abertura do fórum sob o lema "Conhecer para agir: reforçar a resposta nacional ao tráfico de pessoas", a mesma fonte concretizou que o fenómeno se tornou ainda mais preocupante, com as vítimas a serem recrutadas também através das redes sociais.
Este método acontece a base de falsas promessas de emprego, de propostas de estudo ou de oportunidades aparentemente legítimas.
“Esta realidade obriga-nos a repensar continuamente a nossa resposta e a reforçar uma certeza. Nenhuma instituição, por mais competente que seja, conseguirá enfrentar sozinho um fenómeno desta complexidade, com esta natureza invisível”, declarou José Luís Vaz.
A seu ver, o trabalho deve ser intensificado prevenindo a exploração, proteger as vítimas e responsabilizar traficantes.
Anunciou, de igual modo, a construção do Sistema Nacional de Dados sobre o Tráfico de Pessoas, além da criação ou efetivação do Sistema Nacional de Referenciação.
Adiantou que o Fórum vem no sentido de refletir, questionar, partilhar experiências, identificar soluções e reforçar compromissos nacionais.
Avançou que vai ser uma semana de discussões tendo sobre a mesa os desafios da investigação criminal, da produção de prova e da resposta penal.
A atenção vai ser dada também na identificação das vítimas, na cooperação institucional e na construção de resposta integrada, proteção e assistência.
O evento integra as comemorações do Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas e do Mês Nacional de Mobilização Contra o Tráfico de Pessoas 2026, em sintonia com a campanha das Nações Unidas para este ano, "Aprisionados pelo golpe", que alerta para as novas formas de recrutamento e exploração através de falsas promessas e fraudes online.
OS/AA
Inforpress/Fim
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