Navio espanhol “Furor” reforça cooperação marítima no combate ao tráfico e imigração ilegal

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Navio espanhol “Furor” reforça cooperação marítima no combate ao tráfico e imigração ilegal
25/05/26 - 03:31 pm

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) - O comandante do navio espanhol Bam Furor (P-46) defendeu hoje “maior partilha de informações” entre Cabo Verde e Espanha para reforçar o combate ao narcotráfico, imigração ilegal e pesca clandestina na costa ocidental africana.

“O navio saiu da Espanha em Janeiro, estivemos em oito países (…) e agora Cabo Verde é o nosso último porto”, declarou hoje o comandante do navio, Angel Garcia Estrada, durante a visita da imprensa ao navio atracado no Porto da Praia.

Angel Garcia Estrada avançou que Cabo Verde constitui o último porto da missão iniciada em Janeiro, antes do regresso do navio à Espanha.

O “Furor” encontra-se atracado no Porto da Praia desde 18 de Maio e permanecerá em Cabo Verde até 27 corrente, no âmbito da missão europeia de segurança marítima no Golfo da Guiné.

Integrado nas Presenças Marítimas Coordenadas da União Europeia no Golfo da Guiné, o “Furor” percorreu países como Mauritânia, Senegal, Gana, Nigéria, Costa do Marfim e Camarões, numa operação destinada a reforçar a segurança marítima na costa ocidental africana.

Segundo Angel Garcia Estrada, a missão centra-se sobretudo no combate ao narcotráfico, imigração ilegal, pesca clandestina, contrabando e outras actividades ilícitas no mar.

Apesar das condições adversas registadas durante a passagem por águas cabo-verdianas, o comandante relatou que a tripulação não identificou actividades ilegais.

“Não detectámos nenhuma actividade ilegal. Apenas havia navios grandes de transporte de mercadorias ou de petróleo”, contou.

Durante a escala na cidade da Praia, a tripulação realizou demonstrações operacionais com drones de vigilância marítima destinados a militares cabo-verdianos e elementos da Polícia Judiciária.

O comandante referiu que a tecnologia amplia significativamente a capacidade de monitorização no mar.

“Nós podemos lançar o drone e ter mais de 20 quilómetros de visibilidade. Então é muito mais fácil detectar qualquer actividade ilegal”, indicou.

Estrada considerou que o uso de drones poderá representar uma ferramenta importante para Cabo Verde, tendo em conta a configuração arquipelágica do país e os desafios ligados à segurança marítima.

O responsável espanhol defendeu igualmente maior partilha de informações entre os dois países para melhorar a resposta contra crimes marítimos.

“A colaboração entre Espanha e Cabo Verde é muito boa, mas tem de melhorar em partilha de informação”, sustentou.

O comandante lembrou ainda que Cabo Verde possui uma “posição estratégica relevante” no Atlântico, sobretudo no controlo das rotas migratórias irregulares em direcção às ilhas Canárias e nas actividades ligadas à pesca.

Com 81 tripulantes a bordo, o “Furor” integra uma equipa operacional de segurança, especialistas em informação marítima, operadores de drones, médico e enfermeiro, além de sistemas avançados de vigilância destinados ao reconhecimento e recolha de informações no mar.

KF/SR//AA

Inforpress/Fim

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