Museu da Educação reforça dinamismo com projectos itinerantes, linha editorial e acção comunitária - fundadora

Inicio | Cultura
Museu da Educação reforça dinamismo com projectos itinerantes, linha editorial e acção comunitária - fundadora
13/08/26 - 10:48 am

Cidade da Praia, 13 Ago (Inforpress) – O Museu da Educação quer consolidar o seu papel como motor de intervenção comunitária e científica através do lançamento de projectos itinerantes nas escolas, de uma linha editorial própria e de iniciativas de valorização docente.

Esta ambição foi manifestada à Inforpress pela fundadora do Museu da Educação, Clara Marques, instalado desde 2009 no histórico edifício da Escola Grande, na cidade da Praia.

A instituição, que mantém parcerias estratégicas com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e o Instituto do Património Cultural (IPC), reafirma assim a sua missão de ir além da mera conservação da memória pedagógica e aproximar a história do ensino de toda a sociedade.

Neste sentido, longe de se limitar à contemplação do passado, a instituição reforçou a sua dinamização com a expansão do projecto “Museu em Andamento”, levando amostras do seu acervo às escolas secundárias de todo o país. 

A vertente pedagógica inclui ainda a edição de manuais didácticos sobre tradição oral e ambiente, bem como a promoção da excelência docente através do Prémio Lecciona.

Segundo Clara Marques, estas iniciativas visam descentralizar o acesso à cultura e democratizar o conhecimento histórico-educativo.

“O Museu da Educação está a afirmar-se como um polo activo de transformação social e pedagógica no país, alargando o seu raio de acção através de uma forte componente itinerante e de iniciativas de valorização cívica e docente”, assinalou esta responsável.

A consolidação do espaço como polo de conhecimento é impulsionada por protocolos de cooperação celebrados com a Uni-CV e o IPC. 

A fundadora do Museu de Cabo Verde explicou que as parcerias com a Uni-CV e o IPC garantem o acolhimento regular de investigadores, estudantes universitários e turmas de diversos níveis de ensino, transformando o museu num “laboratório vivo” da história da aprendizagem no país.

Clara Marques realçou que uma das principais apostas de descentralização é o projecto itinerante “Museu em Andamento”, que leva amostras do acervo e peças históricas directamente às escolas secundárias, aproximando as jovens gerações da evolução do sistema de ensino e do património educativo cabo-verdiano.

Para dar resposta às lacunas no material escolar, o Museu da Educação desenvolveu também uma linha editorial própria, cujo catálogo já inclui obras como o cancioneiro infantil “Vamos Cantar”, a compilação de tradição oral “Contos e Cantigas de Roda”, além de livros didácticos focados em temáticas contemporâneas urgentes, como as alterações climáticas e a resiliência ambiental.

No plano do reconhecimento cívico e da valorização da classe docente, a instituição destaca-se pela organização do Prémio Lecciona, galardão nacional que vai já na sua quarta edição e distingue práticas pedagógicas de excelência no país.

Paralelamente, a dinâmica cultural do museu ganha vida no espaço “Estorão do Poeta”, mantendo uma programação regular de encontros e debates. 

Em articulação directa com associações estudantis e a Federação dos Estudantes de Cabo Verde, Clara Marques indicou que a instituição está a trabalhar na proposta para a futura institucionalização do Dia Nacional do Estudante.

A ambição da instituição, finalizou Marques, passa por afirmar o espaço não apenas como um repositório das memórias da escola antiga, mas como um polo activo de desenvolvimento para o futuro da educação e da comunidade em Cabo Verde.

SC/AA

Inforpress/Fim

Partilhar