
Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress)- O líder da bancada municipal do MpD, Esmael Teixeira, pediu hoje, na Praia, o regresso das feirantes a Ponta Belém e melhorias no espaço coberto no Sucupira, após uma visita para ouvir as suas preocupações sobre as condições de trabalho.
A visita teve como propósito conhecer a situação das antigas feirantes de Ponta Belém, actualmente instaladas no Mercado “Cotxi Pó”, e das vendedeiras que utilizam a nova área coberta, além de recolher as suas principais preocupações.
Segundo Esmael Teixeira, a principal preocupação das feirantes que estavam em Ponta Belém é o regresso àquela zona, por ser um local com maior movimento de pessoas, incluindo nacionais e turistas, enquanto o Mercado “Cotxi Pó”, onde estão actualmente instaladas, tem pouca adesão de clientes e, consequentemente, limita as vendas.
“A maior preocupação neste momento é a volta para a zona de Ponta Belém”, afirmou, defendendo que a Câmara Municipal deve avançar com a obra de recuperação daquela zona o mais rapidamente possível, para que as feirantes possam regressar e relançar os seus negócios com maior facilidade.
O líder da bancada do Movimento para Democracia (MpD) recordou que, após o incêndio ocorrido em 31 de Maio, que afectou comerciantes e feirantes de Ponta Belém, foi anunciada a atribuição de apoios para o relançamento das actividades.
Conforme indicou, as feirantes que actualmente estão no Mercado “Cotxi Pó” receberam apoios financeiros, incluindo 25 mil escudos por bidão e um montante de 60 mil escudos destinado a ajudar.
Acrescentou que algumas feirantes receberam ainda um apoio de 25 mil escudos da Câmara Municipal da Praia, mas frisou que, apesar desses apoios, a principal preocupação continua a ser o retorno à zona de Ponta Belém.
Durante a visita à nova área coberta do Sucupira, Esmael Teixeira levantou também dúvidas sobre o critério utilizado para a distribuição dos lugares, uma vez que algumas vendedoras dispõem de espaço coberto, enquanto a maioria permanece fora dessa área.
O eleito municipal defendeu que a cobertura deve ter maior extensão, de modo a garantir que todas as feirantes tenham um espaço digno para exercer a actividade, evitando a exposição ao sol.
Outra preocupação apontada prende-se com a ocupação de ruas adjacentes, situação que, para ele, poderá criar constrangimentos à circulação.
Por isso, entende que a autarquia deve encontrar uma solução que permita conciliar a actividade das vendedeiras com a circulação no local.
As preocupações recolhidas durante a visita, assegurou, serão levadas à próxima Assembleia Municipal, para que a Câmara Municipal possa encontrar soluções e garantir melhores condições às feirantes.
Maria Tavares, uma das vendedeiras ouvidas durante a visita, confirmou que recebeu apoio, mas apontou as dificuldades de trabalhar num espaço com menor movimento de clientes.
A vendedeira indicou igualmente que as feirantes ainda aguardam informações sobre a data de regresso ao antigo local.
“Estamos à espera de informações de quando vamos voltar para o nosso lugar”, questionou a feirante.
A mesma perspectiva foi partilhada pela vendedeira Domingas Tavares, que relatou dificuldades relacionadas com as condições actuais e os custos associados à actividade, referindo que a sua permanência no novo espaço não tem sido fácil e que continua à espera de melhores condições.
KF/ZS
Inforpress/Fim
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