Materiais, matrículas e transportes pesam no regresso às aulas em Santa Catarina – famílias

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Materiais, matrículas e transportes pesam no regresso às aulas em Santa Catarina – famílias
14/09/26 - 03:22 pm

Assomada, 14 Set (Inforpress) – As famílias de Santa Catarina preparam o regresso às aulas entre despesas com materiais escolares, uniformes, matrículas e transportes, num contexto de “custo de vida elevado” que obriga alguns encarregados de educação a fazer compras por etapas.

A uma semana do início das aulas, a procura de materiais escolares nas papelarias e junto das vendedeiras de Assomada ainda é considerada tímida, embora os comerciantes esperem maior movimento nos próximos dias.

Nas papelarias visitadas pela Inforpress, os preços dos materiais apresentam, de forma geral, poucas alterações em relação ao ano passado, embora alguns artigos estejam ligeiramente mais caros.

Os livros escolares ainda não estão disponíveis em todos os estabelecimentos, havendo papelarias que comercializam exemplares que sobraram do ano lectivo anterior.

Entre os pais e encarregados de educação, a preparação para o novo ano lectivo varia conforme as possibilidades, com alguns a adquirirem todo o material, outros apenas uma parte, outros ainda a aguardarem remessas de familiares emigrantes.

Há também famílias que recorrem à reutilização de mochilas, uniformes e livros de anos anteriores para reduzir as despesas no início do ano lectivo.

Em algumas escolas básicas, os encarregados de educação têm ainda de pagar mil escudos de matrícula, valor que representa mais uma despesa numa altura de vários encargos com a preparação dos filhos para o novo ano escolar.

Vandrea Moreira, residente em Entre Picos de Reda, é uma das encarregadas de educação que considera difícil fazer face às despesas escolares, sobretudo para as famílias com mais de uma criança a estudar.

O transporte constitui outra preocupação para as famílias cujos filhos precisam deslocar-se para estudar fora das suas comunidades.

A subida das tarifas, associada ao aumento dos preços dos combustíveis, agrava uma despesa que as famílias terão de suportar durante todo o ano lectivo, além dos gastos com materiais e alimentação.

Em localidades como Ribeira da Barca e Rincão, os estudantes do secundário dependem diariamente de transporte para frequentar as aulas noutros pontos do concelho, com a despesa a poder chegar aos quatro mil escudos mensais para famílias que não beneficiam de apoio.

Apesar da procura ainda reduzida, as vendedeiras de materiais escolares acreditam que o movimento deverá aumentar à medida que se aproxima o primeiro dia de aulas.

Maria de Fátima, uma das comerciantes ouvidas pela Inforpress, referiu que as vendas ainda estão fracas, mas espera uma melhoria nos próximos dias, uma vez que “os alunos terão de regressar à escola e os pais precisarão garantir os materiais essenciais”.

A comerciante indicou ainda que apesar de os preços se manterem próximos dos praticados no ano passado continua a ouvir queixas dos pais e encarregados de educação sobre o peso das despesas escolares.

A realidade encontrada em Assomada mostra que, mesmo sem uma subida significativa dos preços dos materiais, o regresso às aulas representa um esforço financeiro para muitas famílias, sobretudo quando se somam as despesas com vários filhos, matrículas e deslocações.

DV/AA

Inforpress/Fim

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