
Porto Inglês, 08 Jul (Inforpress) – O Programa de Conservação das Tartarugas Marinhas de Base Comunitária arrancou na ilha do Maio com uma redução de 40% no financiamento internacional e registo de onze casos de apanha ilegal de tartarugas, informou hoje a Fundação Maio Biodiversidade.
Em declarações à Inforpress, o coordenador do programa, Tadeu Silva, avançou que a temporada de 2026, iniciada em Junho, dispõe de um orçamento de pouco mais de cinco mil contos, valor inferior ao do ano passado, obrigando à redução do número de pessoas contratadas para as acções de conservação.
“Este ano contamos com pouco mais de cinco mil contos para o programa, o que fez diminuir o número de pessoas contratadas. Se no ano passado tínhamos, por exemplo, 50 monitores no terreno, este ano temos apenas 28”, afirmou.
Segundo aquele responsável, a diminuição do financiamento poderá ter impacto no rendimento de várias famílias envolvidas no programa, mas assegurou que a protecção das tartarugas marinhas não será comprometida.
Actualmente, a Fundação Maio Biodiversidade tem mobilizadas 12 equipas, compostas por 12 líderes e 28 monitores, responsáveis pelo acompanhamento da maioria das zonas de desova da ilha.
Em menos de um mês de campanha, as equipas já registaram 160 ninhos e onze casos de apanha ilegal de tartarugas. Apesar destes números, a expectativa da organização é ultrapassar os 10 mil ninhos até ao final da temporada.
O Programa de Conservação de Base Comunitária assinala este ano 14 anos de existência, período durante o qual tem contribuído para o reforço da protecção da tartaruga-cabeçuda, através da vigilância das praias, sensibilização das comunidades e combate à captura ilegal da espécie.
A ilha do Maio é considerada um dos principais locais de desova da tartaruga-cabeçuda no mundo, integrando as cinco maiores colónias da espécie e acolhendo a terceira maior população nidificante de Cabo Verde.
Na temporada de 2025, foram contabilizados cerca de 13 mil ninhos na ilha.
RL/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar