
Cidade da Praia, 08 Mai (Inforpress) – A líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, fez hoje um balanço do oitavo dia de campanha eleitoral, descrevendo um cenário de “pobreza infiltrada” e “sufoco das famílias” provocado por décadas de governação bipartidária.
Em declarações à Inforpress, Jónica Brito destacou a necessidade urgente de uma alternativa política que responda à realidade “orgânica” das comunidades.
“A pobreza infiltrada nas nossas sociedades tem exigido uma actualização constante. As necessidades são muito superiores aos números mascarados”, alertou a candidata, sublinhando que a plataforma colaborativa do PTS reflectirá o que tem sido ouvido directamente das populações.
No plano económico, o PTS elegeu a dignidade habitacional e o alívio do custo de vida como prioridades absolutas para os primeiros 100 dias de governação.
Para financiar estas medidas sem comprometer o equilíbrio das contas públicas, o partido propõe uma reforma profunda na estrutura do Estado.
“Implementaríamos a redução de gastos do Estado através da fusão de ministérios e da diminuição de instituições e autoridades com competências similares”, explicou Jónica, reiterando que “as verbas existem, mas estão a ser mal distribuídas”.
Para o PTS, o crescimento da abstenção é um reflexo directo do descrédito nos dois partidos tradicionais do “arco do poder”.
“O PTS é consequência deste caminho de inconformismo. A nossa sociedade está ciente do que o bipartidarismo ofereceu e o ‘feedback’ que recebemos é de que as pessoas desejam uma alternativa. Teremos desenvolvimento para todos e não apenas para alguns”, afirmou a jovem candidata.
A líder partidária concluiu que o PTS se encontra “mais vivo e forte do que nunca”.
A candidatura do Pessoas, Trabalho e Solidariedade que procura consolidar a sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo directo com o eleitorado, continua a sua investida de proximidade aspirando um assento no Parlamento.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.
As últimas eleições legislativas em Cabo Verde decorreram a 18 de Abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
SC/HF
Inforpress/Fim
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